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Com Project Maelstrom, BitTorrent quer criar um navegador P2P

Emerson Alecrim

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Depois de se aventurar no segmento de chats com o Bleep, a BitTorrent Inc. decidiu apostar em um navegador de internet. Batizado como Project  Maelstrom (ainda não está claro se este será o nome definitivo), a novidade segue a característica básica dos produtos da organização: é baseado em uma arquitetura peer-to-peer (P2P).

O Maelstrom deverá fazer tudo o que um navegador convencional faz: renderizar páginas, exibir imagens, reproduzir vídeos (pelo menos via HMTL5), permitir múltiplas abas e assim por diante. Se é assim, onde o modo P2P se encaixa?

A ideia é fazer com que a navegação na web seja tanto quanto possível descentralizada, ou seja, não dependa exclusivamente de servidores. À medida que você visitar determinados sites, as páginas destes serão armazenadas pelo Maelstrom e compartilhadas com outros usuários do browser.

Se, por exemplo, você estiver visitando uma página cheia de fotos, computadores com o Maelstrom que tiverem passado por ali antes poderão enviar trechos das imagens para a sua máquina. Enquanto isso, o seu dispositivo compartilhará arquivos de certos sites que você visitou recentemente.

Maelstrom

Como dá para notar, este é um modo de funcionamento que lembra o BitTorrent, de fato. A vantagem é que páginas poderão ser carregadas mais rapidamente em seu computador. Além disso, o acesso a sites que estiverem momentaneamente fora do ar será possível. Páginas mantidas apenas via P2P também poderão ser viáveis.

Há um benefício ainda maior, segundo a BitTorrent Inc.: se um provedor tiver que bloquear um determinado site, não conseguirá fazê-lo porque a arquitetura distribuída impede (ou ao menos dificulta) a identificação da origem do tráfego. Assim, o Maelstrom deverá se mostrar especialmente útil em países que praticam censura na internet.

A proposta, embora surpreendente, não deixa de ser interessante. Porém, os próprios desenvolvedores reconhecem que fazer o navegador funcionar da forma apresentada é uma missão difícil de cumprir: é necessário analisar o impacto desta modalidade no consumo de dados e como lidar com as requisições de DNS, só para começar.

É por esta razão que, nesta fase inicial, o projeto está disponível como “alpha” apenas para um grupo restrito de colaboradores. Mas, se você está curioso e disposto a ajudar nos testes, pode se cadastrar nesta página e torcer por um convite. Os primeiros deverão ser liberados no início de 2015.

Com informações: VentureBeat