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As operadoras poderão instalar lixo no seu Android mesmo depois de vender o aparelho

Paulo Higa
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Hoje, quando você compra um Android em uma operadora, não é raro o aparelho vir com sistema operacional bastante modificado: além das personalizações que as fabricantes já fazem, as operadoras instalam seus próprios aplicativos. Você provavelmente desativa os aplicativos inúteis logo na primeira inicialização, mas uma tecnologia permitirá que eles sejam instalados depois de vender os aparelhos.

O Ignite, da Digital Turbine, permitirá que as operadoras pulem o processo de pré-carregamento de seus aplicativos na ROM do aparelho, que é feito pela fabricante do dispositivo. Assim, logo na primeira inicialização, os aparelhos poderão vir com as versões mais atualizadas dos aplicativos de mapas, armazenamento na nuvem, streaming de música e sei lá o que mais sua operadora inventar.

Mas assim como o Ignite facilita o pré-carregamento, a tecnologia permite o chamado pós-carregamento. Basta que o smartphone tenha o software necessário para as operadoras instalarem, remotamente, todo o crapware que quiserem. As operadoras lucram quando fazem isso, mas em contrapartida o cliente perde espaço na memória interna para aplicativos que provavelmente nunca vai usar.

O vídeo abaixo, feito para as operadoras, mostra como o Ignite funciona. Pelas avaliações do YouTube, parece que a tecnologia não foi muito bem recebida.

Segundo a Forbes, alguns usuários já receberam atualizações de software nesta semana para adicionar um tal de “DT_Ignite” no aparelho. Entre os clientes da Digital Turbine estão Vodafone, T-Mobile e Telefónica, dona da Vivo no Brasil. As fabricantes Samsung, LG, Sony, Motorola e Huawei, entre outras, já lançaram aparelhos com o Ignite.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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