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Tecnologia da Samsung troca mouse convencional por movimentos oculares

Emerson Alecrim

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A Samsung apresentou, nesta terça-feira (25), a segunda geração do EYECAN+, um dispositivo que funciona como um “mouse virtualizado”, permitindo ao usuário realizar uma série de tarefas básicas no computador usando apenas os movimentos dos seus olhos.

Esta não é mais uma daquelas tecnologias que visam apenas substituir mouses e teclados convencionais. A tecnologia foi criada para um fim bem mais nobre: facilitar a interação de pessoas que sofrem de sérias restrições de mobilidade.

EYECAN+

O novo EYECAN+ se mostra bastante prático. O usuário não precisa utilizar óculos especiais ou qualquer acessório complementar. O dispositivo é uma caixinha que lembra o Kinect, portanto, tudo o que é necessário fazer é posicioná-lo logo abaixo do monitor.

Por sua vez, o usuário precisa apenas estar a uma distância entre 60 e 70 centímetros do EYECAN+. O dispositivo não exige que a pessoa assuma uma posição específica (sentado, por exemplo), basta estar à frente do equipamento.

Como o posicionamento do EYECAN+ é flexível, o usuário terá que fazer uma calibração no primeiro uso para fazê-lo funcionar corretamente. É possível regular vários parâmetros, como a sensibilidade da detecção dos movimentos oculares.

Quando tudo estiver funcionando, o usuário verá na tela um menu flutuante que pode ser exibido de forma retangular ou circular. Este menu se sobrepõe às janelas atuais e permite à pessoa executar 18 comandos diferentes: copiar, colar, aplicar zoom, rolar a tela e assim por diante.

Samsung EYECAN+

O tempo de aprendizagem é curtíssimo: o usuário deve, basicamente, olhar para o comando desejado e piscar. O EYECAN+ detectará o movimento e executará a tarefa correspondente logo em seguida.

Segundo a Samsung, a tecnologia é fruto de um esforço voluntário de alguns de seus engenheiros, razão pela qual a empresa não pretende converter o EYECAN+ em um produto comercial.

A companhia fabricará uma determinada quantidade de unidades do dispositivo para doá-la a instituições de caridade e, em breve, tornará a tecnologia “aberta”. Desta forma, organizações e empresas no mundo todo poderão produzir o EYECAN+ sem pagar licenciamento.