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Jogo Hatred, no qual você é um genocida, será lançado em 2015

Giovana Penatti

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Ontem, o mundo dos jogos foi surpreendido por um trailer que ninguém entendeu muito bem. O jogo se chama Hatred e é o primeiro do estúdio Destructive Creations. Ele mostra um homem se lotando de armas enquanto faz um discurso sobre como odeia todos os humanos e irá começar sua “jornada de genocídio”.

Em seguida, surgem cenas do gameplay em que o protagonista mata todo mundo que vê pela frente de maneira violenta, explícita e injustificada. O trailer e a proposta do jogo são tão absurdos que há quem acredite que seja um viral ou hoax de algum tipo.

No site do jogo, há uma tentativa bem mequetrefe de explicar o porquê de ele existir: “Hoje em dia, muitos jogos são coloridos, politicamente corretos e tentam ser alguma espécie de arte em vez de somente um entretenimento – nós queremos criar algo contra a tendência. Algo diferente, que pudesse dar ao jogador um puro prazer de jogar”, pode-se ler.

A história, ao que parece, também não é profunda o bastante para que faça algum sentido a violência exacerbada: o site diz que o protagonista inicia um genocídio porque tem um ódio muito profundo (daí vem o nome do jogo) e cabe ao jogador pensar nos motivos que levam alguém a fazer algo assim. Dizer isso é ainda mais preguiçoso: parece que, na falta de haver uma motivação real pensada pelo estúdio, é o jogador que tem que pensar em algo quando for jogar.

Numa época em que os jogos lutam para conquistar espaço como uma mídia de entretenimento tão válida quanto outras mais tradicionais, como o cinema, e em meio a tanta violência gratuita no mercado, Hatred aparece como um desserviço. Até a Epic Games, dona da engine utilizada, a Unreal 4, pediu a remoção de seu logo do trailer para não ser associada a ele. A Destructive removeu, mas também deu uma resposta com tons de sarcasmo que não eram necessários.

O lançamento é prometido para o segundo trimestre de 2015 e queremos acreditar que os desenvolvedores alterem alguma – ou melhor, muita – coisa até lá com base no feedback tanto dos jogadores como da imprensa, que tem sido bem negativo.

Com informações: Polygon