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Plastc é um cartão com tela e-ink que promete substituir todos os seus cartões

Paulo Higa Por

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Um cartão de crédito é tão fino que fica difícil imaginar o que mais ele pode incluir de tecnologia além da tarja magnética e do chip de segurança. Por isso o Plastc parece tão sensacional: é um cartão universal que serve ao mesmo tempo como cartão de crédito, cartão de débito, cartão fidelidade e gift card. Ele tem a missão de substituir todos os cartões da sua carteira por apenas um.

O Plastc é um cartão de tamanho padrão que sincroniza com o seu smartphone por Bluetooth. Ele possui uma memória flash integrada que consegue armazenar até 20 cartões. Inclua aí não apenas cartões bancários: como ele tem chip RFID, os recursos podem ser estendidos para que o Plastc funcione até mesmo como um cartão de acesso na empresa em que você trabalha, por exemplo.

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Na tela e-ink sensível ao toque, o Plastc pode exibir o número do seu cartão de crédito, o nome completo, a data de validade e a bandeira, além de dados mais complexos, como sua foto — assim, você não precisa mostrar seu documento para que o atendente confirme sua identidade. E como ele possui uma tarja e um chip EMV, assim como qualquer outro cartão bancário, o Plastc passa em qualquer maquininha. De acordo com os criadores, ele suporta as bandeiras Visa, MasterCard e American Express.

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Além dos chips RFID e EMV, o Plastc possui um chip NFC integrado, então ele está preparado para essa nova leva de sistemas de pagamento contactless, como o Apple Pay, que deve ser lançado lá nos Estados Unidos até o final de outubro — no Brasil, empresas como Cielo e PagSeguro tentam emplacar o NFC, mas a adoção ainda é bem pequena.

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A integração entre o cartão e o smartphone por meio de conexão Bluetooth permite duas funções bacanas. Primeiro, o aplicativo do Plastc consegue puxar um histórico das suas transações para você controlar melhor suas finanças. Segundo, o Plastc limpa todos os dados e exibe uma mensagem de bloqueio caso você o perca. Isso acontece automaticamente se o cartão e o smartphone ficarem muito tempo sem se comunicar.

Obviamente, todos esses recursos dependem de uma bateria interna para funcionar, mas o GigaOM afirma que a autonomia é de até 30 dias, o que parece bastante satisfatório para mim — especialmente para um objeto com apenas 0,8 mm de espessura. Quando a carga acabar, o Plastc pode ser recarregado com um carregador sem fio.

O Plastc está em pré-venda por 155 dólares nos Estados Unidos. Como o funcionamento dele depende de parcerias com os bancos e administradoras de cartões, provavelmente demoraremos mais para ver algo do tipo em funcionamento no Brasil. Mas essa solução parece bem mais interessante (e familiar!) que outras tecnologias modernas de pagamento que estão surgindo por aí.

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Enzzo Ferreira

Se nos EUA esta de 155 dolares(516 reais hoje), ao chegar no brasil, com certeza terá um preço de 2.000 reais kkkkk vão alegar o custo dos chips, da bateria, do plastico usado, alem dos impostos kkkkk # brasil é tenso

Edmilson_Junior
Ele funciona se o celular ficar sem bateria? Parece estar em contato constante.
Igor Costa
Eu sei que com a Apple entrando neste segmento, será cada vez mais comum empresas aderindo ao NFC. Mas acho que esse cartão acaba se tornando mais prático e deverá ser mais acessível. Não é uma critica, mas acho que esse cartão teria um publico maior. E mesmo que não pegue tanto, pode ser algo que fique mais restrito as empresas em si. Espero que ambos decolem. Assim cada pessoa poderá escolher como acha mais prático/viável. As pessoas geralmente divergem muito de acordo com parâmetros culturais e afins. :-)
Vinicius Andrade
A idéia é bacana, mas acho que com o Apple Pay vindo aí, acho que vai emplacar devez pagamento pelo telefone.
Felipe Ferreira
Muito legal mesmo! Uma mão na roda pra quem carrega muitos cartões na carteira, mas será que os bancos vão aceitar ver um cartão de terceiros rodando suas informações, e o BC?
Emilio Souza Lima
Era o Coin...
Carlos E. Backes
Como era o nome de um outro cartão desses que passou pelo Kickstarter, e que como ponto negativo ele não tinha o chip, o que fazia ele não funcionar no Brasil? Esse é mais promissor e uma pena não chegar no Brasil logo!!!
Tito Reis
Para ficar 100% poderiam incluir R.G., C.N.H., C.P.F.