O Facebook começou oferecendo recursos para postagem de fotos e textos. Depois vieram vídeos, mensagens instantâneas, geolocalização, checkins em estabelecimentos, entre outros. Agora, a companhia trabalha para que você possa utilizar a rede social como meio de apoio à sua saúde.

A informação vem da Reuters. Fontes próximas ao Facebook teriam revelado ao veículo que a empresa vem traçando planos para criar comunidades ou ferramentas de apoio a portadores de doenças variadas e cogita desenvolver funções para auxiliar usuários em cuidados preventivos.

Estas ideias, segundo as fontes, não são recentes. O Facebook estaria inclusive realizando reuniões com especialistas e empresários da indústria médica há meses para definir os caminhos a seguir.

O interesse pela área vem da expectativa de engajamento. Serviços online de apoio a portadores de doenças crônicas, como PatientsLikeMe, vem crescendo ano a ano. E nem é preciso ir tão longe para notar o fenômeno: o próprio Facebook está repleto de grupos do tipo.

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No Brasil não é diferente. Até mesmo o finado orkut reunia comunidades bastante movimentadas sobre vários temas ligados à saúde: calvície, gravidez, diabetes, condições cardíacas, emagrecimento, depressão, doenças sexualmente transmissíveis, cânceres e assim por diante.

Estes grupos são importantes porque os usuários podem trocar informações sobre clínicas, médicos, tratamentos e, principalmente, dar e receber apoio psicológico.

O Facebook vê potencial na criação de meios para facilitar a comunicação entres estes usuários. Um exemplo: temendo preconceito por seus contatos ou empregadores, um portador de HIV pode não se sentir à vontade para participar de grupos sobre AIDS, mas um mecanismo que permitisse o uso de pseudônimos poderia poupá-lo de suas preocupações quanto à exposição de sua condição.

Mas este é um terreno que deve ser explorado com extremo cuidado. O Google, por exemplo, já tentou se aventurar no segmento, mas não teve sucesso. As incertezas sobre quem terá acesso a informações tão sensíveis é a principal causa da rejeição a iniciativas como esta.

As fontes ouvidas pela Reuters deram a entender que o Facebook sabe disso, tanto que a companhia estaria até considerando lançar um serviço para área da saúde à parte da rede social.

Será? Por ora, segundo as fontes, a companhia segue estudando o assunto.

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Domingos Tavares
Ajudar? Na verdade eles querem é vender os dados médicos do sujeito.
Marília Viana
Agora pronto, as pessoas já não procuram mais médicos por causa da internet. Agora que não vão mesmo.