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Windows Phone: agora vai?

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Na semana passada, a Microsoft de Steve Ballmer anunciou o lançamento do Windows Phone para o final do ano. Confesso: minha relação com o Windows portátil, até então, sempre foi inconstante, com altos e baixos (mais baixos, na verdade). Quem sabe esse Windows Phone não me dá uma nova esperança.

Tela inicial do Windows Phone 7 Series. (Reprodução)

Nunca tive um telefone com Windows Mobile ou afins – já testei alguns, entretanto. Tive o iPaq 4700, um dos primeiros PDAs da HP vir com Wi-Fi integrado: em 2005, a ideia de navegar na internet era ótima na teoria, já que, na prática, não funcionava direito (até fiz um upgrade de sistema operacional, para a versão 5 do WinMo, mas não adiantou muito – uma trava minúscula da bateria quebrou e o iPaq ficou sem uso. Achei uma bateria extra, mas aí o aparelho já estava desatualizado demais).

O problema é que a Microsoft errou demais em pensar que o Windows Mobile era uma extensão do Windows para uma tela pequena. Botão Iniciar? Itens pequenos no menu? Quando a HTC resolveu colocar seu bonde na rua, sua melhor ideia foi colocar uma nova interface mais fácil de usar sobre o OS (e o TyTN II foi um excelente exemplo disso). Já aconteceu de eu testar celulares com WinMo (pré 6.5) e nem publicar nada de tão ruinzinhos que eram, coitados. Aí, no ano passado, buum, barulho em cima do Windows Mobile 6.5: muito por nada, na verdade – e nem preciso me justificar por isso (os reviews falam por eles mesmos).

Agora, então, Windows Phone 7.0. Código reescrito do zero, interface inspirada no media player Zune HD (e isso é um elogio) e um caminhão de integrações com outros serviços da Microsoft – Xbox Live, Zune Marketplace etc etc etc. – e a companhia finalmente mostra a que veio no mundo dos celulares. Não me surpreenderia se viesse de Redmond um aparelho-estilo-“Nexus One”, com marca Microsoft (ei, eles são bons de hardware, vide os teclados e mouses excelentes). Mas aí alguém iria falar que estão copiando o Google e, diz a lenda, o povo não gosta muito disso lá dentro.

O grande defeito do Windows Phone 7, ao meu ver, é a síndrome da inovação que demora a chegar. Um novo sistema operacional anunciado em fevereiro e previsto para chegar às lojas somente no Natal (lá fora, lá fora) causa um pequeno probleminha no sistema operacional atual. Nessas horas, a Apple dá a lição de moral: anunciou, entrega logo (tirando o iPad, claro).

Se o próximo Windows Phone vai ser cool e bacana, por que diabos vou comprar um celular “velho” com sistema da Microsoft agora? Desavisados e caçadores de ofertas podem até aproveitar o momento. Concorrentes com mais atualizações também – quantas novas versões de Android veremos até dezembro? Sem contar um novo iPhone, aparelhos com o novo MeeGo, Symbianˆ3… É, Microsoft, muita água vai rolar até lá. Aguardemos!

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Thássius Veloso
É esperar para ver. Mas tenho a impressão de que dessa vez a MS fez um bom trabalho. Se o Windows Phone 7 Series não for um sucesso de mercado, pelo menos será lembrado como alternativa (decente) ao padrão visual que a Apple desenvolveu e que praticamente todo fabricante de dispositivos móveis tenta copiar.