Todd Jackson, diretor de produto responsável pelo Google Buzz admitiu em entrevista à rede BBC que a implantação do novo sistema de conversação online não saiu exatamente da maneira que a gigante da web imaginava.

Logo que começou a ser ativado nas primeiras contas o serviço foi alvo de críticas por conta de seu sistema automático de adição de contatos, o que abriu a vida online de diversos usuários a stalkers e chatos em geral além de levantar questões relacionadas à invasão de privacidade. Já no dia 12 o Buzz passou por uma primeira atualização que aumentou um pouco o controle do usuário quanto a quem segue seu conteúdo, mas a medida foi considerada insuficiente por alguns críticos.

“Nós testamos internamente o Buzz por algum tempo, mas obviamente que o feedback de 20 mil funcionários seria diferente do enviado por todos os usuários do Gmail em todo o mundo”, afirmou o executivo.

Já a rede de notícias britânica tem outra explicação para as falhas iniciais: falta de testes. Segundo suas informações, o Buzz não chegou a ser testado no programa Trusted Tester, rede de amigos e familiares de funcionários do Google que têm acesso a novos serviços antes deles serem lançados.

Quanto às milhões de reclamações que o Buzz recebeu de usuários de todo o mundo, Jackson afirma que empresa está “tremendamente chateada” e “pede desculpas pelos transtornos”. “Estamos trabalhando duro para solucionar todos os problemas”, afirma.

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