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Skylock, uma trava que promete usar Wi-Fi e energia solar para proteger a sua bicicleta

Emerson Alecrim Por

O uso da bicicleta como meio regular de transporte – e não apenas como forma de lazer ou esporte – cresce em várias partes do mundo. A notícia ruim é que o interesse de criminosos pelas “magrelas” alheias também. Criado pela Velo Labs, uma startup formada por ex-engenheiros da Boeing e da Jawbone, o Skylock é uma trava (ou cadeado) que se propõe a proteger a sua bike unindo forças com o seu smartphone.

Skylock

Na primeira olhada, o Skylock não difere muito das tradicionais travas em forma de “U” desenvolvidas especificamente para prender bicicletas. Porém, o dispositivo esconde algumas tecnologias que fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa que tenha um smartphone ou um tablet.

Bluetooth é uma delas. Este padrão é usado para fazer com que o Skylock se comunique com o smartphone do usuário. Com o aplicativo correspondente (a ser lançado para iOS e Android), o usuário pode destravar o cadeado acionando um botão na tela ou configurando a ferramenta para fazê-lo automaticamente assim que ele se aproximar da bicicleta. Dá inclusive para compartilhar esta “chave digital” com outras pessoas (o que é uma boa ideia para o caso de perda ou roubo do celular).

Graças ao acelerômetro embutido, o Skylock também pode detectar movimentos que sugerem haver alguém tentando destravá-lo e assim enviar uma mensagem de alerta ao seu dono. Para evitar alertas falsos – como o balanço causado por um simples esbarrão -, é possível configurar a sensibilidade do monitoramento.

O único problema é que, para enviar a mensagem, o Skylock precisa estar em uma área que tenha Wi-Fi aberto. Felzimente, nem sempre este aspecto chega a ser uma grande limitação: já há muitos lugares que oferecem redes gratuitas em pontos de interesse, vide o exemplo do projeto Wi-Fi Livre, da capital paulista.

Um detalhe curioso é que o sensor do Skylock também pode ser usado para monitorar acidentes. Se o usuário estiver andando com a bicicleta e cair, o acelerômetro pode ser configurado para identificar o movimento brusco e enviar uma mensagem ao celular perguntando se a pessoa está bem. Se não houver resposta, o app pode então discar para um número de emergência.

A ideia do Skylock não é de todo nova. O TEO, mostrado aqui mesmo no Tecnoblog, surgiu com uma proposta parecida, mas com algumas desvantagens, entre elas, a necessidade de trocar a bateria do dispositivo de tempos em tempos e a possibilidade de o cadeado não abrir se a carga acabar. Não é à toa que a campanha do projeto no Kickstarter não atingiu a meta.

Para evitar problemas como estes, o Skylock utiliza uma bateria alimentada por energia solar. Cada carga completa dura cerca de 30 dias. Se você deixar a trava encostada em algum canto por mais tempo que isso, basta expô-la à luz para reativá-lo, portanto. A Velo Labs parece estar cogitando implementar ainda uma porta microUSB para recargas emergenciais, mas a informação não foi confirmada.

Skylock + Bicicleta

Se vale a pena? Só em casos específicos. O Skylock entrou em pré-venda nesta semana por US$ 139 (começou em US$ 159, na verdade) com as entregas devendo começar em 2015, ocasião em que o preço ficará na casa dos US$ 250. Assim, trata-se de uma opção para empresas que alugam bicicletas ou para ciclista que possuem um modelo bem caro, por exemplo.

Para quem estiver interessado, já é possível fazer encomendas na página oficial do Skylock, mas é bom esperar um pouco: o conteúdo detalhando o projeto sumiu na noite de ontem e até o fechamento deste post não havia sido totalmente restaurado; um xingamento presente ali e que já foi removido sugere que o endereço foi atacado.

Com informações: Mashable

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Fernando Garcia
Papel é uma das formas menos seguras de se armazenar coisas. Lembro de uma reportagem anos atrás sobre o Instituto Ricardo Gumbleton Daunt que teve uma infiltração e perdeu-se milhares de documentos. E uns anos atrás fui sepultar minha avó no cemitério da 4a parada em São Paulo e os registros simplesmente estava em estado de pó ... nunca mais soubemos quem estava enterrado lá. Acho que a única forma segura é ter muitas formas diferentes de se armazenar
Fernando Garcia
Um travinha desse tamanho ? Aqui no Brasil prendeu uma roda só fica sem a outra. E sem o banco e o canote também. Ou esquece de usar blocagem ...
Rubem Vasconcellos
Show de bola. É muito importante também registrar a sua bike no site http://www.bikeregistrada.com.br . Uma iniciativa e tanto!
Rafael José Alves
Com toda essa tecnologia vão querer roubar a trava e não a bicicleta kkkkk
Tiago Paludo
Pelo que entendo de tecnologia, várias empresas utilizaram wi-fi, bluetooth, etc. para dispositivos de segurança e todas falharam, pois carros foram roubados, casas furtadas e pessoas mortas em virtude de furto/roubo. A Audi em 2005/2006 utilizou sistemas wi-fi para travas e acionamento de motor em carros, alguns foram dados a jogadores dos times que a Audi patrocinava e a Audi teve que substituí-los várias vezes pois eram roubados direto. Hoje em cartórios se utiliza registro em papel e se guarda papéis em salas de arquivos porque o papel é a única forma segura ainda de armazenar informações. A idéia é bacana, mas será que funciona de verdade num mundo onde 200 trabalham para manter seguro e mais 2000 trabalham para burlar!?
Maurici Vinicius
Até que enfim alguém esta usando a cabeça além de servir de enfeite.