Fitas magnéticas ainda são bastante usadas em ambientes corporativos para fazer cópias de segurança de grandes quantidades de dados. A Sony continua pesquisando a tecnologia e conseguiu desenvolver uma técnica para produzir fitas com densidade de 148 gigabits por polegada quadrada. Isso significa que, pelo menos na teoria, será possível armazenar 185 TB de dados em uma única fita.

sony-fita

A fita da Sony, que não tem nada a ver com as velhas fitas cassete, a não ser pelo fato de também ser magnética, funciona por meio de deposição por pulverização catódica: descargas elétricas são usadas para que íons de argônio colidam com um filme de polímero. Isso cria uma camada de partículas magnéticas que medem apenas 7,7 nanômetros e ficam bem próximas umas das outras.

Partículas de 7,7 nm são bem menores que as de dezenas de nanômetros presentes em algumas das melhores fitas LTO (Linear Tape-Open) atuais, que possuem densidade de apenas 2 gigabits por polegada quadrada e capacidade total de 2,5 TB por fita. Ou seja, é um avanço e tanto — por sinal, muito bem-vindo em uma época em que a necessidade de armazenamento de dados está crescendo exponencialmente.

Uma fita LTO-6 de 2,5 TB da HP (6,25 TB com compressão)

Uma fita LTO-6 de 2,5 TB da HP (6,25 TB com compressão)

Essas fitas magnéticas ainda são usadas como backup porque são um meio relativamente barato e confiável de armazenar dados — a durabilidade das informações varia de 15 a 30 anos. O problema é a velocidade: as recentes fitas LTO-6, por exemplo, chegam a respeitáveis 400 MB/s, mas, por motivos óbvios (é uma fita, afinal), não é tão simples acessar dados de diferentes regiões da fita como em um HD ou SSD. Por isso, elas só são recomendadas em situações em que a demora para encontrar um arquivo não for um problema tão grande.

A Sony ainda não revelou quando pretende lançar no mercado uma fita com a nova tecnologia.

Com informações: ExtremeTech.