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Apple, Google, Microsoft e outras empresas se unem para diminuir roubo de smartphones

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As cinco maiores operadoras dos Estados Unidos e as principais fabricantes de smartphones assinaram um acordo para tentar diminuir o roubo de aparelhos. As empresas concordaram em implantar tecnologias que permitam apagar o conteúdo remotamente e inutilizar o dispositivo, impedindo que um ladrão ou um receptador ative o smartphone sem a permissão da vítima.

Podem até roubar, mas vai ser muito difícil usar o aparelho

Podem até roubar, mas vai ser muito difícil usar o aparelho

Entre as fabricantes que assinaram o acordo estão Apple, Google, HTC, Huawei, Motorola, Microsoft, Nokia e Samsung — ou seja, as desenvolvedoras dos três sistemas operacionais móveis mais usados do mundo e algumas fabricantes-chave. A medida vale para todos os aparelhos vendidos a partir de julho de 2015, e as operadoras americanas concordaram em facilitar o funcionamento dessas tecnologias.

Não é como se tudo fosse mudar da noite de 30 de junho para a manhã de 1º de julho de 2015: algumas empresas já começaram a agir antes mesmo do acordo ser assinado. Android, iOS e Windows Phone já possuem nativamente um recurso que permite localizar o dispositivo perdido em um mapa, soar um alarme ou apagar o conteúdo do aparelho, para evitar que as informações caiam em mãos erradas.

O iOS está um pouco à frente por possuir o Bloqueio de Ativação, que inutiliza um iPhone roubado. Hoje, para restaurar o aparelho para as configurações de fábrica ou mesmo ativá-lo, é necessário ter a senha do iCloud do proprietário — se você levar um iPhone para uma assistência técnica, certamente receberá a instrução de desativar a função Buscar iPhone antes de entregar o aparelho.

Embora o acordo tenha sido assinado nos Estados Unidos, a medida deve afetar aparelhos vendidos em todo o mundo. É provável que Android e Windows Phone, por exemplo, tenham algo parecido com o Bloqueio de Ativação em uma versão futura. Só o fato das operadoras terem concordado é um grande avanço: o The New York Times publicou em novembro a informação de que as operadoras não viam o acordo com bons olhos porque passariam a vender menos seguros de smartphones.

Com informações: Re/code.