O físico Andrei Linde, que hoje dá aulas em Stanford, foi um dos pesquisadores que trabalharam na Teoria da Inflação Cósmica nos anos 80. Segundo essa teoria, na criação do universo houve uma expansão rápida em um quadrilionésimo de segundo, mas ela nunca havia tido indícios de ser verdadeira.

Na última segunda-feira, foi divulgado que astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian conseguiram encontrar os primeiros sinais que podem vir a validar a teoria, que complementa a Teoria Geral da Relatividade criada por Albert Einstein em 1916.

O que os astrônomos encontraram foram pequenas ondulações no universo chamadas ondas gravitacionais e são resultantes, acredita-se, do Big Bang. É como se fossem ecos da explosão. Elas foram percebidas por um telescópio que fica no Pólo Sul e procura microondas cósmicas de fundo, que são radiações bem fracas que, até então, eram o mais próximo da comprovação da teoria.

O tal telescópio, chamado BICEP2

O tal telescópio que fez a descoberta, chamado BICEP2

Um ponto bem legal nessa história é que a Teoria da Inflação Cósmica é relativamente nova e os envolvidos com ela ainda estão vivos. Deu para registrar a emoção de um deles, o Andrei Linde do início do post, ao descobrir que ela está um passo mais próxima da comprovação:

No começo do vídeo, Chao-Lin Kuo, um dos principais pesquisadores envolvidos na última descoberta, explica, em termos físicos, que o experimento registrou um sinal muito forte, com uma chance ínfima de ser falsa (uma em 3,5 milhões).

Muito emocionado, Linde demora para acreditar na descoberta: “se isso for verdade, este é um momento de compreensão da natureza de uma enorme magnitude. Vamos esperar que não seja mentira. Eu sempre vivo com o sentimento de que ‘e se eu acredito nisso só porque é bonito?’, então ter eventos como esse é uma grande ajuda”.

Se quiser se aprofundar um pouco mais no assunto, a Universidade de Stanford publicou um artigo no qual explica com mais detalhes as Teoria da Inflação e como os resultados recentes foram obtidos. Para ler, clique aqui.

Com informações: INFO Online, CNET