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Ações da Amazon caem 7% com o temor sobre e-books

Juarez Lencioni Maccarini

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As ações da Amazon caíram despencaram 7% nesta segunda-feira perante o temor de que os preços dos seus e-books subam perante a pressão das editoras para aumentar suas margens — isso sem contar, é claro, a iminente concorrência da Apple.

Tudo começou no dia 27 de janeiro, quando a Apple anunciou o iPad, e como parte dele, um aplicativo que lê e-books. Mais do que isso, a Apple também anunciou naquela quarta-feira que iniciaria as operações de uma loja online de e-books nos mesmos moldes das suas lojas de músicas e de aplicativos para iPhone/iPod Touch/iPad. Pelo notável sucesso que a iTunes Store e a App Store obtiveram, o mercado já ficou atento ao potencial da nova iBook Store — e ao dano que isso poderia causar ao intocado domínio do mercado de e-books que a Amazon por enquanto detém.

Apesar disso, ainda nenhum grande impacto havia sido sentido pela Amazon na prática. No domingo, porém, ela cedeu à pressão da editora Macmillian, que exigia que seus e-books fossem vendidos na faixa de preço variando de US$ 12,99 a US$ 14,99, de 30% a 50% acima do valor de US$ 9,99, pelo qual a Amazon tem vendido a maioria dos seus lançamentos e best-sellers. E isto foi o estopim da desconfiança do mercado, que, aliada à ameaça do iPad, derrubou em 7% as ações da Amazon nesta segunda-feira. O temor é de que o caso da Macmillian acabe levando as outras editoras a exigirem que seus preços também sejam reajustados, e isto, na visão dos investidores, seria prejudicial à Amazon.

É possível inferir — e que fique bem claro que aqui estamos entrando nos domínios do “achismo” — que isso tudo tenha sido causado por causa da nova iBook Store. A Macmillian foi uma das parceiras anunciadas pela Apple na nova loja, e o preço que ela exigiu da Amazon se encaixa perfeitamente na faixa de valores que se imagina que será praticada pela Apple, e talvez por isso a editora tenha insistido na atualização dos valores.