Início / Arquivos / Aplicativos e Software /

Hotspot WiFi no smartphone pode ajudar a encontrar vítimas em desastres

Giovana Penatti

Por

Notícia
Achados do TB Achados do TB

As melhores ofertas,
sem rabo preso 💰

Um grupo de engenheiros teve uma ideia tão simples para ajudar pessoas em desastres que é até surpreendente que ela só agora tenha surgido. Em casos de desastres naturais, explosões ou outras calamidades, é bem raro conseguir manter sinais de WiFi e telefonia para buscar socorro. Então, a ideia é utilizar o hotspot do seu smartphone para emitir um sinal de socorro.

A inspiração veio dos nomes criativos de WiFi dos vizinhos de um dos engenheiros, que colocavam coisas como “não fume na varanda” ou “abaixe o volume” como nome da rede para se comunicar uns com os outros. Ele pensou, então, que uma mensagem de socorro poderia ser colocada no hotspot de um smartphone em condições extremas.

Vítimas de desabamentos no Brasil podem ser encontradas através de seus smartphones

Vítimas de desabamentos no Brasil podem ser encontradas através de seus smartphones no futuro

Para consolidar a ideia e torná-la realidade, foram consultadas pessoas que trabalharam nos desastres do Haiti e de Fukushima. A decisão foi por algo simples, não-encriptado, que não devorasse a bateria e tivesse um bom alcance. O Bluetooth foi descartado pela dificuldade em parear com muitos obstáculos no caminho – estamos falando de pessoas cercadas por concreto e metal de prédios demolidos, que fazem com que o sinal não chegue tão longe. E, no fim, acabaram optando pelo WiFi mesmo.

O fruto foram dois apps, um emissor e um receptor. No primeiro, a pessoa pode escrever mensagens de até 27 caracteres avisando que precisa de socorro e sua localização. Alguém que tenha o segundo instalado consegue recebê-la em uma distância de até 100 metros.

Em testes, ele já foi bem sucedido: em uma simulação de ataque terrorista na Noruega pela organização de pesquisas Sintef, as duas “vítimas” foram encontradas com a ajuda do app.

Ele ainda não foi disponibilizado, mas a equipe espera que possa ser incorporado como nativo para iOS e Android. Enquanto isso, é estudada uma maneira de distribuir o app no caso de um desastre – ninguém espera um desastre, logo, ninguém baixaria antes de haver necessidade.

Com informações: New Scientist