Vira a mexe surge uma notícia falsa nas redes sociais que repercute muito antes de ser desmentida. Para evitar que rumores se espalhem e tomem proporções gigantescas, um grupo de pesquisadores está desenvolvendo uma espécie de detector de mentiras para ser usado na internet.

Furacão Sandy chegando em Nova York: fake, mas muita gente acreditou

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A ferramenta foi batizada de Pheme, em referência à divindade da mitologia grega (em português, se chama Fama) que ouvia tudo no mundo e devolvia tanto os boatos quanto as verdades amplificados.

Pheme irá separar os rumores em quatro categorias: especulação, polêmica, informação errada (quando se trata de algo que não é verdadeiro, mas “ingênuo”) ou desinformação (quando é algo que tem a intenção de prejudicar).

Para identificar o que é verdade e o que não é, Pheme irá medir a credibilidade das fontes de informação, de sites de notícias e jornalistas famosos a pessoas que dizem ter testemunhado algo e bots, e verificar o histórico das contas em relação a outras notícias, para identificar as que costumam espalhar notícias falsas.

Finalmente, irá bater com as que costumam confirmar ou negar informações para ver se é verdade ou não e ver como a conversa nas redes sociais em torno do tópico evolui. Juntando tudo isso, é esperado que a ferramenta consiga dizer, com bom grau de precisão, o que é verdade e o que é só boato.

A Pheme ainda não está pronta e, apesar de já ser possível trabalhar com a quantidade de material, os diversos tipos e a velocidade que ele aparece, a equipe agora precisa descobrir como fazer para analisar automaticamente o que é verdade e o que não é. Ela já está sendo desenvolvida há três anos por uma parceria entre cinco universidades e quatro empresas europeias e não tem data para ser lançada.