Depois de surpreender ao comprar companhias como Nest e Boston Dynamics, o Google voltou a fazer aquisições que visam adicionar tecnologias aos seus serviços atuais. A bola da vez é a SlickLogin, uma companhia israelense especializada em sistemas de autenticação alternativos, com destaque para um que o faz via áudio.

A proposta é incomum, mas tão segura quanto soluções convencionais, no entendimento da empresa. Para funcionar, o sistema transmite dados codificados de um computador para um smartphone a partir de sons inaudíveis pelos ouvidos humanos, mas que podem ser detectados pelos componentes de áudio. Basta que ambos os equipamentos esteja suficientemente próximos.

Ao receber o áudio, o aplicativo no celular analisa os dados e os envia para o servidor de autenticação. Se tudo estiver certo, a permissão de acesso é dada ao computador ou dispositivo móvel também via áudio.

É provável que esta tecnologia venha a ser utilizada na autenticação dos serviços do Google, mas como complemento à opção de verificação em dois passos e não como um substituto das senhas, embora seja possível usá-la para este fim.

slicklogin

O usuário convencional talvez não encontre muita praticidade em uma ideia assim, mas em aplicações corporativas, como aquelas atendidas pelo Google Apps, a história muda: a tecnologia oferece segurança de nível militar, assegura a empresa.

Se o uso de áudio for inviável por qualquer razão, a tecnologia da SlickLogin ainda pode ser aproveitada, uma vez que a empresa também está desenvolvendo protocolos para autenticação via Wi-Fi, NFC, Bluetooth e até mesmo GPS.

É claro que algumas dúvidas ficam no ar. O que acontece se o celular for roubado, por exemplo? Ainda não dá para saber: a SlickLogin iniciou suas atividades oficialmente em dezembro de 2013, com o desenvolvimento da tecnologia tendo sido iniciado em agosto, razão pela qual ainda há poucos detalhes. Mas, para uma empresa tão nova ter sido adquirida pelo Google, é porque potencial não falta ali.

Como de hábito, nenhuma das partes revelou os valores envolvidos no negócio. O que se sabe é que a pequena equipe da SlickLogin se juntará ao centro de pesquisa e desenvolvimento que o Google mantém em Israel.

Com informações: TechCrunch

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Caio Secco
Nao entendi a parte que verificação em duas etapas dispensa o uso do https ...
qgustavor
Não vejo muita novidade nisso: parece a autenticação em duas etapas via aplicativo, onde o usuário tem que digitar - manualmente - o código gerado pelo aplicativo. Imagino que isso seja semelhante, só que ao invés ser manual os códigos - tanto de configuração do aplicativo, quanto de autenticação - seriam transferidos por som. Dessa forma pouparia o usuário de ler e digitar o código. O que talvez há de novo é mais uma camada de autenticação - ou uma alteração da existente - onde seria usado dados de redes, GPS e outros na geração do código. Isso dificultaria que ele fosse gerado fora de uma determinada área e ainda poderia dispensar o uso de um dispositivo adicional. Curiosamente recentemente liguei autenticação em duas etapas em um site que não tem https: é muito seguro.
Vagner Alexandre Abreu
Ai me lembrei do badBios... :