Um grupo de estudantes da Universidade Internacional da Flórida criou um robô que pretende “substituir” policiais e militares em suas atividades. Com o timing perfeito, que coincide com o lançamento do reboot de RoboCop, ele na verdade chama TeleBot e seu protótipo, chamado Hutch (inspirado em Starsky And Hutch) foi apresentado oficialmente nesta semana.

telebot

Com aparência humanoide bem mais simpática que que o robô policial dos filmes, ele tem 1,80 m de altura e pesa apenas 34 kg. Hutch funciona como uma espécie de remoto avatar do policial ou militar, que pode controlá-lo à distância com um joystick e observar o que acontece nas ruas pelas câmeras de alta definição que ficam nos olhos do TeleBot e produzem imagens em 3D em um óculos de realidade virtual. Assim, ele pode continuar no serviço, mesmo tendo sofrido algum acidente grave que tenha o impossibilitado de fazê-lo.

Na demonstração feita, ele replicou todos os movimentos feitos por alguém com sensores nos membros superiores. No estágio atual, o TeleBot funciona para quem perdeu os movimentos nas pernas ou as teve amputadas. Mas, nos planos da equipe, estão torná-lo acessível também para quem tem problemas nos braços, permitindo que o robô seja, de alguma forma, controlado pelas pernas.Também é esperado melhorar o design para que ele ande em vários terrenos.

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O TeleBot ainda não tem uma estimativa de ir para as ruas e está em desenvolvimento há pouco tempo: o projeto começou em 2012, com uma doação de 20 mil dólares de um tenente da Marinha americana. Seus criadores são alunos da graduação, que conseguiram atingir resultados bem impressionantes em pouco tempo e com orçamento baixo. O protótipo custa cerca de 50 mil dólares.

Com informações: Miami Herald

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Sergio Fagundes
Robôs humanóides tem outra vantagem, usar tudo que um humano usa, de forma natural. Não vai ser preciso gambiarras para que ele possa abrir uma porta, segurar um objeto ou usar ferramentas que usamos no dia a dia. Por exemplo um policial robô sem forma humanóide poderia não conseguir auxiliar uma pessoa com pneu furado em via pública se o mesmo não tiver um conjunto de ferramentas devidamente adaptado e previsto na situação de uso do robô, já um humanóide usaria as mesmas ferramentas que um humano usa.
Thiago da Mata
Esse tipo de robo tem uma aplicação prática excelente para presença remota em zonas de conflito ou radioativas. O soldado, policial, engenheiro da usina nuclear ou construtor da base submarina pode ficar imerso num ambiente distante sem os riscos da proximidade. Algo próximo do que é feito com os robos humanóides da estação espacial internacional. Concordo que em alguns contextos os robos não humanóideis têm várias vantagens, como voar num drone, mas existem algumas vantagens da abordagem do robo humanóide, uma bem direta é que a curva de aprendizagem é muito pequena, a pessoa vai mover braços e pernas e cabeça como costuma fazer numa espécie de jostick para o corpo todo e vai receber os feedbacks do robo remoto. É algo bem próximo de estar lá e fazer o que sabe fazer usando braços, mãos e pernas.
Rafael Machado de Souza
meh...mais facil criar um robô semelhante ao do Ghost Recon Future Soldier. Essa tentativa de humanizar as maquinas só atrasa o seu real uso.