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Prefeitura de São Paulo lança Dicionário de Paulistanês com bolacha, farol, geladinho, mano e outras palavras

Paulo Higa Por

A língua oficial do Brasil é o português, mas cada região tem seus próprios costumes e expressões. Pensando nisso, a SPTuris, empresa de turismo ligada à Prefeitura de São Paulo, lançou um site chamado Dicionário de Paulistanês, que traz um compilado de mais de 150 palavras, expressões e gírias faladas na capital paulista, mas que podem ser desconhecidas por visitantes de outros locais do país e do mundo, de olho nos turistas que visitarão a cidade na Copa do Mundo.

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Sempre presente em discussões altamente produtivas, bolacha é definida como “alimento seco, feito principalmente com massa de farinha”, enquanto biscoito é apontado como uma palavra que não existe no dicionário do paulistano. O site também lista farol (semáforo), guia (meio fio), geladinho (chupe-chupe ou sacolé em outras regiões), sorvete (que também é usado para picolé) e mais uma série de termos, com exemplos de uso e traduções para o inglês.

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O site ainda possui uma seção de gastronomia, com dogão, mexerica, pão francês, virado à paulista e outras comidas, além de reunir as manias dos paulistanos (comê o R dos verbos ou esquecer dos plural) e os vários dialetos de São Paulo, já que cada bairro tem suas características: é fácil encontrar japoneses na Liberdade, italianos no Bixiga e coreanos no Bom Retiro, por exemplo.

Para você não ficar boiando, acesse o Dicionário de Paulistanês em cidadedesaopaulo.com/paulistanes. Agora deixem eu vazar, vou na padoca comprar bolacha e sorvete porque o calor tá tenso hoje.

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Alyne Nazareth
Tirando a parte onde eles se apropriam de coisas que não são exclusividade deles, iniciativa bacana para os estrangeiros.
Bruna Trevisan
Quem está criticando deveria se lembrar que, mesmo que estudasse outro idioma por anos a fio aqui no Brasil, quando fosse para o país de origem desse idioma ainda teria muita dificuldade em entender completamente o que lhe dissessem por lá justamente por causa dessas variações linguísticas que incluem os famigerados "erros gramáticos", pois cada povo, cada pessoa, fala de um jeito diferente que não pode ser julgado errado pois conta com todo um histórico cultural e educacional. Eu acho super válida a ideia e adoraria se quando eu chegasse na Inglaterra pensassem em me ajudar dessa forma para eu não ficar "boiando" no Inglês das ruas que escola nenhuma ensina.
Adriano Souza Silva
Queria saber por que é liberado o lado babaca das pessoas, ao comentarem notícias, em sites. Há uma gíria para gente assim, em SP: "Zé Povinho".
Bruna Rosa Okkerse
Angelita Ballesteros o pronome "você" também é um erro de gente que não sabia e/ou tinha preguiça de falar o vosmice, que era o correto há uns 150 anos. Você pode até achar errado e absurdo, mas sobrevive o que é mais popular, o que é mais falado. Aliás, o português, bem como todas as línguas latinas derivaram do latim vulgar, que era usado como alternativa ao latim culto que por quase ninguém falar acabou morrendo. Entendo o seu ponto em não gostar de determinada maneira como as pessoas ou os jovens, mais especificamente falam, mas o fato é que o que é mais falado sobrevive em detrimento, até agora, do mais culto. Antes de condenar, lembre-se que a língua é orgânica e que você só fala a língua que você fala hoje porque o povo que deveria falar latim culto preferiu falar latim vulgar e deu origem a tantas outras línguas.
Angelita Ballesteros
Preste atenção no linguajar de alguns jovens da periferia, que fazem questão de falar errado talvez por incapacidade ou talvez por conta do meio em que vivem, eles são limitados no próprio idioma, e quando precisam passar por uma entrevista de emprego simplesmente travam como se fossem estrangeiros pois não são fluentes em português razoável. As variações e expressões regionais eu sei que existem, só não acho legal alimentar erros graves e gastar nosso dinheiro a toa.
Angelita Ballesteros
preste
Michelle Sayonara
Prefiro meu dicionário de Potigues, adeus.
Tiago Higino
Em Minas Gerais dá pra fazer também: é só colocar a palavra "TREM" antes de qualquer palavra, exceto Metrô e "UAI" ou "SÔ" depois delas.
Renan Genu Brito
Já faz tempo que não vejo algo tão inútil. O excelentíssimo prefeito poderia perder seu tempo ( e nosso dinheiro) fazendo coisas úteis para a população, ao invés de ficar investindo em merda.
João Paulo Mesquita
Rafaela Sabat é comum a confusão, mas cearenses não falam oxenti ;-) Sobre Jeri, é verdade, comentei isso uma vez, lá quase não se vêem cearenses, ou pelo menos não nosso dialeto cantado. Percebi isso em menor grau em outras praias turísticas do NE.
Bruna Lima
Povinho burro que gera mais de 12% do PIB nacional, que possui 63% das sedes de grupos internacionais instalados no país, que mais abriga pessoas de várias nacionalidades, credos, etnias, ideologias. Somos referência em economia, gastronomia, saúde e entre outros. Segundo pesquisas e cálculos, se São Paulo capital fosse um país, seria a 40ª maior economia do mundo. Resumindo: se não fosse por nós Paulistas, o resto do Brasil (inclusive seu povinho tão esperto) estariam numa condição bem pior do que estão.
Celso Carvalho
eu falo corretamente, mais não suporto ouvir gente, falaNO, correNO, peidaNO, andaNO de biciCREta...etc.
Rafaela Sabat
João Paulo Mesquita vários paulistanos e paulistas vão ou foram para o Nordeste,principalmente em áreas turísticas como Jericoacoara,daí os guias e o pessoal do hotel acabam pegando o sotaque e logo a cidade e a região toda começa a falar igual.Quando eu fui para o Ceará não encontrei uma única pessoa que falasse "oxe","oxenti" ou variantes,nem mesmo entre os turistas.
Steve Tyler Speed Hunter
Dai então poderia lhe responder que esta Ceito.
Steve Tyler Speed Hunter
Só depende do tipo de animal que fala assim. Se todos idiotas dos cariocas falassem assim ainda nao superaria os paulistanos que acham que estao certos.
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