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Microsoft fecha acordo de US$ 15 milhões para usar dados de localização do Foursquare

As informações deverão ser integradas ao Windows Phone e ao Bing

Emerson Alecrim Por

Enquanto digeríamos a notícia da escolha de Satya Nadella para o posto de CEO da Microsoft, nos bastidores, a companhia fechava um acordo para ter acesso a informações de localização no Foursquare. Em troca, a empresa se comprometeu a investir US$ 15 milhões na rede social.

A Microsoft tem bons motivos para apostar nesta parceria. O Foursquare possui, atualmente, cerca de 45 milhões de usuários registrados. Do ponto de vista global, pode não parecer muito, mas esta base de utilizadores já gerou registros sobre mais de 60 milhões de estabelecimentos no mundo todo, um número tão relevante que chega a ser invejável.

Em seu comunicado oficial sobre o assunto, o próprio Foursquare explica que, em breve, a Microsoft deverá utilizar estes dados para fazer recomendações personalizadas a partir do Windows Phone e do Windows 8 ou mesmo no serviço de mapas do Bing.

foursquare

O Foursquare já oferece uma API pública (e gratuita, pelo menos por enquanto) para uso de sua base de dados de localizações para integração com aplicativos de terceiros. No acordo com a Microsoft, a diferença está no acesso a informações privilegiadas e, portanto, não disponíveis na API pública.

Mais precisamente, a Microsoft terá acesso aos recursos de recomendações inteligentes do Foursquare, que analisam a sua localização geográfica atual para fazer sugestões assim que você estiver próximo de determinados estabelecimentos.

No Bing, o sistema também permitirá à Microsoft disponibilizar anúncios pagos baseados em geolocalização, o que também beneficiará o Foursquare, uma vez que o contrato prevê repasses periódicos de receita por parte da turma de Steve B… Satya Nadella.

Mas, são os US$ 15 milhões que interessam mesmo ao Foursquare. A quantia se soma aos US$ 35 milhões em investimentos que a empresa obteve no final de 2013 e que serão usados para desenvolver uma estratégia que a faça ser lucrativa de uma vez por todas.

Para uma empresa criada em 2009, mas que até hoje não gerou receita significativa e, para piorar, enfrenta dificuldades para aumentar a sua base de usuários, trata-se de um fôlego e tanto.

Com informações: TechCrunch

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