Em um fórum de discussão sobre o Chromium, Eric Seidel, engenheiro de software do Google, postou recentemente um resumo sobre os planos da empresa para o Chrome em 2014: fazer o navegador ficar mais leve, rápido e apto a tarefas offline. Pode parecer um discurso repetido, mas atrelado a ele está a intenção de deixar o browser mais “esperto” em dispositivos móveis.

A preocupação dos desenvolvedores começa pelo motor de renderização Blink, adotado em meados de 2013 em substituição ao WebKit. De modo geral, a nova engine vem correspondendo às expectativas do Google, mas ainda não convenceu os engenheiros (e usuários mais exigentes, talvez) quando o assunto é mobilidade.

Chrome para dispositivos móveis

Na verdade, a empresa acredita que nenhum navegador móvel atual é bom o suficiente e vê aí uma oportunidade para se destacar. Para tanto, um dos passos será “lapidar” ainda mais o Blink. Outro, é aquietar de vez o fantasma do consumo de memória RAM para permitir ao Chrome rodar bem em dispositivos com configurações mais modestas, que respondem por uma parcela expressiva do market share do Android.

E tem mais: o mercado dá fortes indícios de que, dentro de poucos anos, o desenvolvimento de apps baseados em HTML5 será padrão, portanto, é melhor estar preparado desde já.

Remover código antigo é outra tarefa listada. De certa forma, este processo começou com a substituição do WebKit, mas ainda há muita “limpeza” a ser feita. É um trabalho delicado (é necessário garantir que nenhuma funcionalidade útil seja afetada), mas que ajudará na economia de recursos e dará aos engenheiros mais tempo para resolver problemas críticos.

Tem mais: se tudo sair conforme o planejado, o Chrome também estará mais eficiente na execução offline de aplicativos, uma característica importantíssima para o Chrome OS.

Como se vê, o Google está mais determinado do que nunca a atacar em todas as frentes possíveis.

Com informações: Ars Technica