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Renault exibe o primeiro carro oficial da Fórmula E na CES 2014

Categoria é considerada a "Fórmula 1 dos carros elétricos"

Emerson Alecrim Por

A primeira temporada da Fórmula E tem início em setembro deste ano. Dada a relativa proximidade, a Renault aproveitou a CES 2014 para apresentar o primeiro veículo oficial da categoria: o Spark-Renault SRT_01E. Como não poderia deixar de ser, o carro é 100% elétrico.

Spark-Renault SRT_01E

O desenvolvimento do monoposto conta com a participação de várias empresas. O câmbio vem da McLaren, por exemplo. Os sistemas de gerenciamento e baterias, por sua vez, foram fornecidos pela Williams. O envolvimento de equipes de Fórmula 1 não é mera coincidência: nunca é tarde para lembrar que a Fórmula E é uma categoria da FIA, que rege a primeira.

Não foi possível fazer testes detalhados na CES para comprovar, mas a Renault garante que o carro atende às previsões iniciais: pode alcançar velocidade de até 225 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em três segundos, acabando de vez com a noção de que carros elétricos não apresentam grande desempenho.

Na demonstração feita no evento pelo brasileiro Lucas di Grassi (que tem participado dos testes da categoria desde o início do projeto), dá para notar que o Spark-Renault consegue mesmo ser quase tão “agressivo” quanto um carro de Fórmula 1, a despeito do barulho de seu motor lembrar um carrinho de controle remoto:

É claro que tamanha desenvoltura tem um preço: cada carga completa das baterias não deve proporcionar mais do que 25 minutos de autonomia. Por esta razão, os pilotos terão dois carros à sua disposição nas primeiras temporadas – enquanto um é recarregado, o outro vai para a pista.

Felizmente, alternativas já estão sendo pesquisadas. A Qualcomm, por exemplo, que é uma das principais patrocinadoras da categoria, quer desenvolver um sistema de recarga sem fio capaz de fazê-lo mesmo com o veículo em movimento.

Na CES, di Grassi revelou outra peculiaridade do Spark-Renault: o veículo dispensa troca manual de marchas, por outro lado, o acelerador é bastante sensível em relação às categorias tradicionais, exigindo maior atenção dos pilotos.

A Fórmula E contará com dez equipes – uma delas “apadrinhada” por Leonardo DiCaprio – e terá a sua prova inaugural em Pequim. A FIA já confirmou a realização de uma etapa no Rio de Janeiro para 15 de novembro.

Com informações: The Verge

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portela.thiago
Vou chutar, baseado na lógica: não são alto falantes que emitem este som, isso iria aumentar o peso dos carros com equipamento desnecessário.
portela.thiago
"É só colocar os recarregadores sem fio em toda a extensão da pista e dinheiro eles tem." Não é bem assim, champz...
portela.thiago
"Para que tenha alguma vantagem, a absorção deve ser feita por alguma força que não seja consumida pela própria energia desprendida, como por ex. a frenagem." O KERS é carregado desta forma...
portela.thiago
Pensei EXATAMENTE na mesma coisa... a vida imitando a arte (no caso, os games)....
Jedielson Almeida
Se a fórmula 1 já não era considerada por muitos um esporte, quiçá agora essa categoria com carros elétricos que parecem os de brinquedos.. Mas pela tecnologia em carros elétricos, achei uma boa..
Edmilson
A Essência do automóvel é ter tração própria independente de qualquer outra coisa. Mas como os amantes de cavalos disseram a mesma coisa dos primeiros carros acho que é só dar tempo ao tempo.
Edmilson Junior
Esse som é gerado pelas engrenagens ou por auto-falantes? Se for a segunda opção fica a escolha do motorista o som e o problema se resolve.
Norbert Waage Junior
Apoio totalmente o rumo a motores que não poluam, mas que esse som de Maximus é broxante... ah, isso é. Bom, pelo menos não vamos precisar de protetores auriculares para assistir uma corrida ao vivo.
Marcos Leandro
Não vejo problemas em novas tecnologias, desde que sejam mantidos câmbio manual (ou semi, pelo menos) e motor a combustão. Isso é a essência do automóvel. Estão acabando com o espírito. Só quem é gearhead vai entender.
Ivan Carlos
Corrida é... corrida. Não seja chato, as fórmulas são ótimas ferramentas para incentivar/acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias e sua adoção comercial
Ivan Carlos
Sobre usar a energia gerada em movimento para recarregar a bateria, não faz sentido, uma vez que vc precisará desprender mais energia para fazer o mecanismo adicional absorvê-la novamente. Para que tenha alguma vantagem, a absorção deve ser feita por alguma força que não seja consumida pela própria energia desprendida, como por ex. a frenagem.
Márcio Esteves
Porque eles não usam a energia gerada em movimento para ajudar na recarga das baterias, e não fazem uma pista especial com emição de energia em toda ela, assim os carros em movimento se recarregam de duas formas.. no Oriente ao qual não me recordo o país, já fizeram ônibus elétricos recarregados em pontos da rua pelo chão, onde são instalados os recarregadores sem fio.. É só colocar os recarregadores sem fio em toda a extensão da pista e dinheiro eles tem.
RamonGonz
vai ser interessante ver isso, e com certeza ajudara muito as marcas a testar pesquisas na área
Alessandro Andrade
Não vejo problema no barulho do carro, se ele correr bem. Mas que é engraçado é... hehehhe
Fernando Garcia
Putz... é mais ou menos como cozinhar com o fogão (F1) ou com o Microondas (FE). Nunca fica a mesma coisa ...
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