Dois dos pioneiros nas pesquisas em torno do formato MP3 estão envolvidos na criação de um novo tipo de arquivo para músicas chamado de “MusicDNA”.

Apresentado nesta segunda-feira na Midem, conferência sa indústria da música que acontece em Cannes, na França, a nova tecnologia utiliza basicamente os mesmos algoritmos de compressão de áudio da atualidade junto de tabelas XML capazes de armazenarem até 32 GB de informações sobre a faixa, como letra, capa dos disco, artigos na Wikipedia, posts no Twitter e notícias que são atualizadas dinamicamente pela web toda vez que a faixa é acessada.

Desenvolvida pelo criador do formato MP3, o alemão Karlheinz Brandenburg, e pela empresa Bach, de propriedade de Dagfinn Bach, criador do primeiro aparelho capaz de tocar músicas digitais em 1993, a novidade chega para “tornar os downloads legais mais atrativos”. Stefan Kohlmeyer, CEO da companhia, afirmou à rede de notícias BBC que “Se as gravadoras se esforçarem para oferecer conteúdo exclusivo para o formato, certamente teremos um produto premium nas mãos”.

A novidade deve chegar ao mercado até o meio deste ano e por hora apenas duas empresas inglesas assinaram acordos com a MusicDNA, o selo Beggars Banquet e a gravadora Tommy Boy Records. A Bach afirma que caso um de seus arquivos caia em sites de compartilhamento, ele se “congela” e deixa de passar por atualizações.

Mas mesmo antes de fazer sua estréia o novo formato já tem dois grandes rivais.

Um deles é a Apple e seu iTunes LP, que pretende usar sua sólida plataforma de distribuição de conteúdo para fornecer material exclusivo, nos mesmos moldes do MusicDNA, sobre as faixas que vende por apenas US$ 1,29. Outro é a ganância de seus criadores. Logo em sua apresentação o presidente da companhia dá dicas de um inevitável fracasso ao dizer que os novos arquivos poderão ser “vendidos até pelo dobro do preço de um MP3 comum”.

Por hora a companhia não informou se o formato é compatível com os players da atualidade nem como o conteúdo exclusivo será acessado.

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