A Telefónica, empresa que controla a Vivo no Brasil, negou nesta segunda-feira (6) que esteja envolvida em uma negociação para comprar a TIM Brasil em conjunto com Claro e Oi. O rumor vinha do Il Sole 24 Ore, um dos principais jornais italianos, que publicou na semana passada uma matéria afirmando que a negociação para dividir a TIM Brasil estava em fase avançada e poderia ser revelada publicamente até o final de janeiro.

No segundo semestre de 2013, a Telefónica aumentou sua participação na Telecom Itália. Isso fez com que a espanhola, além de ser dona da Vivo, tenha participação de cerca de 10% na TIM Brasil. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não permitiu que a Telefónica controlasse duas grandes operadoras no país e determinou, em dezembro, que a empresa vendesse sua fatia na TIM Brasil ou procurasse um novo sócio para a Vivo, algo pouco provável.

blue-man-group

Na autoridade reguladora do mercado de ações da Espanha, a Telefónica publicou um comunicado afirmando que “não faz parte de qualquer tipo de veículo e não tem detalhes de qualquer tipo de transação potencial para divulgar ao público para a avaliação de mercado”.

Se o negócio especulado pelo Il Sole 24 Ore se concretizar, a TIM Brasil acabaria e os equipamentos e clientes da operadora seriam divididos entre Vivo, Claro e Oi. Segundo a Folha de São Paulo, os bancos de investimento avaliam a TIM Brasil entre R$ 29 bilhões e R$ 36 bilhões. Vivo e Claro não poderiam comprar, sozinhas, 100% da TIM Brasil, uma vez que elas teriam mais que 50% dos clientes em diversas regiões do país. A única que poderia comprar a totalidade da TIM Brasil seria a Oi, mas a operadora está bastante endividada.

Ainda não sabemos o que a Telefónica fará para solucionar o problema. De acordo com a Reuters, a espanhola está pensando em tomar medidas legais contra as soluções “não razoáveis” do Cade. Como dissemos anteriormente, uma divisão da TIM entre as outras três grandes operadoras brasileiras não seria boa para o consumidor, já que a concorrência diminuiria ainda mais e, consequentemente, as promoções também.

Com informações: Reuters.

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Diego F. Duarte
O CADE já falou que não irá aceitar fusão ou fatiamento de operadoras, e a ANATEL a mto contragosto disse que iria seguir a decisão do CADE, já que eles estão acima da ANATEL. Durma feliz...
Diego F. Duarte
Ue então... Depois que o CADE e a ANATEL disseram que não vão aceitar fusão ou fatiamento, agora eles vem com essa que é tudo lenda? Lol...
Wellington Gabriel de Borba
Não adianta a Telefónica resmungar e dizer que vai entrar na Justiça, está nos contratos e no marco regulatório do setor, nenhum grupo pode ser proprietário de duas operadoras. Resta saber se as instituições brasileiras, CADE e Justiça propriamente dita, serão eficientes pelo menos dessa vez para fazer o preto no branco valer. O melhor mesmo seria a venda da TIM para um grupo novo que mantivesse 4 operadoras independentes e concorrentes. GVT, NEXTEL, ALGAR poderiam se associar, inclusive a fundo de investidores que os capitalizassem, e assim comprar a TIM, uma possibilidade que acho pouco provável acontecer devido a quantidade de variáveis, bem como as condições. Ainda que as outras três operadoras a dissolvesse, não estaria totalmente nula a volta de uma 4ª operadora, uma vez que as frequências pertencentes a TIM deveriam ser devolvidas a União, que posteriormente poderiam releiloá-las criando uma nova operadora. Porém isso talvez não atrairia investidores, uma vez que eles teriam que montar um nova operadora do 0, algo bem difícil no país em que a própria Anatel é conivente com cada operadora montar sua própria infraestrutura e ser IMPEDIDA de compartilhá-la com as concorrentes.
Wellington Gabriel de Borba
Pensando como um empresário, pouco importa se a base é mais pré-paga ou pós-paga. O que importa é o lucro trimestral que a empresa rende e nisso a TIM vai bem. E, apesar da baixa qualidade, coisa pela qual os italianos realmente não se importam, a TIM em 2012 teve lucro liquido superior a bilhão e pelo o histórico dos três primeiros trimestres de 2013, o mesmo feito deve ser repetido no último ano. Além disso, investidores internacionais buscam expansão dos mercados, algo bem difícil e caro em mercados desenvolvidos, já bem consolidados. Comprar a segunda maior operadora de um gigante emergente como o Brasil pode ser algo bem interessante.
trovalds
A GVT não tem caixa pra uma compra desse tamanho agora. Ela acabou de chegar em São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ e é sabido que nessas cidades pra prosperar vai ter que ser agressiva em valores, qualidade e extensão de cobertura. Então ela é carta fora do baralho por hora. Players de fora até teriam interesse se a base de clientes pós-pagos fosse boa. MAS no Brasil como em outros países emergentes, é sabido que o que é regra é o pré-pago, que na prática acaba dando mais despesa do que lucro.
Everton Lagemann
Um cenário ideal no momento seria a GVT comprá-la ou um grande player de fora como AT&T, T-Mobile, Orange ou Vodafone. Mas como estamos falando de Brasil, vai ser o desfecha mais to$co possível.