Reaper-Of-Souls-Diablo-gamesquad

Quatro atos inteiros para exterminar o mal e deixar a cidade de New Tristram na santa paz novamente. Quatro atos inteiros, monstros derrotados, gratas surpresas, algumas dificuldades aqui e ali, mas enfim as forças das trevas voltaram para o buraco de onde nunca deveriam ter saído, certo? Não.

Anunciada no meio do ano, Reaper of Souls, a primeira expansão de Diablo III, já veio avisando que Malthael, o arcanjo da sabedoria, voltaria à ativa em forma de Arcanjo da Morte, prometendo altas aventuras para essa galerinha do mal que só aprontou confusões no jogo original. Pois bem, Ele voltou. E não veio de brincadeira, não.

Você já deve ter lido isso em algum post meu aqui no Tecnoblog, mas caso tenha passado desapercebido, vamos começar com uma informação relevante: Diablo III foi o segundo jogo que mais joguei na vida, perdendo só para as muitas horas de World of Warcraft, despendidas ao longo de anos.

Por que insisti tanto em um jogo para o qual a crítica foi tão dura? Porque gostei. É claro que, de início, senti falta da pegada de Diablo II, do tom mais hardcore e sombrio que a série costumava ter. Uma das minhas franquias preferidas tinha tomado um rumo diferente do que eu esperava, mas não perdeu o espacinho que tinha no meu coração.

Isso posto, devo dizer que não fiquei menos empolgada quando Reaper of Souls foi anunciada, estrelando um novo ato, mudanças no sistema do jogo e uma nova classe, o Cruzado, e meus olhinhos brilharam ainda mais quando abri a tela de login do teste Beta para jogá-la. No entanto, o balanço final não foi tão positivo quanto minhas esperanças.

Reaper of Souls é, sem dúvidas, uma tentativa de resgate. Depois de ouvir as críticas de seus fãs, a Blizzard levou em consideração aquilo que mais pesava negativamente no jogo, e a expansão parece soar exatamente como a redenção de Diablo. Antes de mais nada, tivemos o aviso do extermínio da Casa de Leilões, uma invenção aparentemente impensada da produtora, que acabou minando os esforços dos jogadores mais empolgados e abrindo o ecossistema do game para a entrada de usuários tóxicos.

Devido ao fim da única forma de conseguir itens raros e lendários sem muito trabalho, a Blizzard implementou o sistema de Loot 2.0, que representa o rebalanceamento e melhor distribuição de itens raros e lendários. Isso quer dizer que, em termos, você deve dropar menos lixo e mais coisas úteis (ou pelo menos mais valiosas).

E até que o tal do Loot 2.0 funciona! Devo dizer que, em minha experiência com Diablo III, eu jamais havia encontrado dois lendários ao matar um único monstro – aquela gloriosa luz laranja saindo do loot deve ter me aparecido uma só vez, e olhe lá. Já dessa vez, ao começar o jogo desde o primeiro ato, consegui, até o final, uns 7, 8 lendários, dois em um mob só. Inclusive – devo esnobar os manjadores – dropei um Leoric’s Signet já na primeira caverna.

A facilidade do Loot 2.0 dá um pouco mais de vontade de jogar, de fazer novas runs só para tentar novos lendários, mas nada que justifique a volta dos milhares de jogadores aposentados de Diablo III.

Mais fácil

Uma outra mudança significativa foi a troca dos modos Nightmare, Hell e Inferno para os simplificados Normal, Hard e Expert. Aliados à implementação do sistema de dificuldade progressiva, em que os níveis dos mobs e chefes vão subindo de acordo com o ganho de experiência do jogador, os novos modos não oferecem mais a dificuldade de antes. O modo normal, em que, devo admitir, morri algumas muitas vezes da primeira vez em que joguei, agora já parece normal demais. Para mim, que já havia passado por todos os atos várias vezes, a recém-adquirida facilidade não foi de todo negativa, mas sem dúvidas deixou o jogo mais entediante simplesmente pelo fato de não haver muitos desafios.

Não dá pra saber quem é que tirou a dureza no beta de Reaper of Souls – se a mudança para os novos modos, se o desbalanceamento das classes, ou mesmo a nova configuração dos monstros e chefes, que parecem morrer mais facilmente. Mas, é claro, esse é só o beta, fase em que tudo pode acontecer, em que nada é definitivo.

Poucas mudanças aconteceram na história ao longo dos quatro primeiros atos. Alguns pontos, antes deixados sem nó, começaram a fazer mais sentido e algumas sidequests foram inseridas de modo a dar o ensejo para a entrada do quinto novo ato, Fall of Westmarche. Dele próprio, no entanto, tenho pouco a dizer, já que o beta encerra em sua metade.

Novos personagens

A nova classe inserida no jogo, o Cruzado, é, basicamente, um misto de Bárbaro, Arcanista e Paladino. De início, suas skills são, em maioria, melee, ou seja, seu ataque é no mano-a-mano, mesmo. Com a evolução dos níveis, novos poderes e runas são ganhos, adicionando algumas magias e encantamentos de proteção e ataque à distância. Pelo que aparenta no beta, a classe parece ser bem forte, no entanto só dá pra saber como ela será, de verdade, no ato do lançamento de Reaper of Souls, quando o jogo já terá recebido seus últimos ajustes e balanceamento.

Tyrael, o arcanjo da justiça, se junta à causa do Cruzado contra Malthael, e novos personagens não-jogáveis, como Myriam, a Mística, são adicionados ao mapa da cidade. A baixinha é responsável por mais uma novidade: o encantamento de roupas, armaduras e itens, também conhecido (em World of Warcraft, ao menos), como transmogrificação. Até onde sabemos, o transmog em Diablo também é puramente cosmético, ou seja, seu personagem, que agora pode ser upado até o nível 70, fica bonitinho, mas 0% mais efetivo por conta disso.

No mais, agora temos também um novo modo de campanha, o Adventure. Ao que tudo indica, esse será ótimo para quem deseja aumentar o nível de seus personagens mais rápido. Entrando nesse modo, o jogador desbloqueia o mapa da cidade de cada ato com diversos pontos de tarefas espalhados. Em cada um deles, será pedida uma quest em troca de uma recompensa, geralmente itens, ouro e Blood Shards, uma espécie de moeda que pode ser negociada com o mercador em troca de itens randomizados.

Conclusão

Em toda sua forma, o beta de Reaper of Souls se mostrou interessante, mas um pouco mais do mesmo. Aos acostumados com as expansões lançadas pela Blizzard em WoW e Starcraft II, sempre cheias de novos conteúdos, quests, personagens, cenários e história, chamar Reaper of Souls de “expansão” é um pouco demais – cobrar por ele o preço de um Mists of Pandaria ou de um Heart of the Swarm, mais exagerado ainda. Um DLC com valor compatível já estaria de bom tamanho, dona Blizzard.

Comentários

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Victor Geday
Voltei a jogar agora, sou do tempo em que o Diablo lançou e queria muito poder Ganhar uma Key do RoS, todos os meus amigos estão jogando, mas eu não tenho grana pra comprar.. O que tenho que fazer ?
LauraGamer
Já algjuém fez o pre-order do jogo ? estava lendo alguns blogs http://reaperofsoulsguide.com/news/reaper-souls-pre-order-benefits/ e dizem que trás benefícios comprar o jogo antes do release... mas parece muito caro ainda.
Keen Tr
Veja como ficara o D3 se você comprar ou não a atualização e uma análise da situação do game em geral http://www.youtube.com/watch?v=A0hlQ7JAJjM
Washington Figueiredo de Farias
kkkkkkkkkk Beta Bu nem é outro beta é de teste; aheuaheuaehuaehuaeua =) vc é uma corujinha
Gustavo Hofer
das duas priores cagadas feitas no jogo uma a blizzard já vai se livrar que é a casa de leilões e a outra foi limitar o level dos personagens até 60 e depois inventar esse tal de paragon level que deveria sumir e poder evoluir o personagem até o level 99
Mathews Motta
A expansão da bosta. É como ter uma caganeira: vc caga e depois volta pra continuar a cagar. Saudades Diablo II
Beta Bu
sou eu =) kkkkkkkkkk
Farley Farias
legall expansao sai mais caro que o próprio jogo! ow
Iluminate Iluminate
Por gentileza informe sua battle tag.
Iluminate Iluminate
Nossa vc conseguiu concluir tudo isso! pelo tempo jogado ou por ser um beta?!
Carlos Sá Leitão
Parei de ler no NOVA RAÇA: CRUZADO na primeira vez, achei muito infeliz uma analise que mais parece que foi feita em um dia de um conteudo novo que ira mudar totalmente a forma de se jogar, dizem que não é uma avaliação mas no fim tem uma conclusão comparando tanto conteúdo como se fosse um DLC. Esperava que essa conclusão fosse formulada por alguêm que realmente jogue ARPGs.
Nelson Botelho
igual no grupo do Diablo 3 Brasil que um garoto disse que a expansão era uma DLC
Washington Figueiredo de Farias
Dica espera sair o jogo e fale sobre ele. Sinto pena da sua falta de profissionalismo. BETA > é um beta... Pensa um pouco se for capaz. O que é um BETA?
Ana Luiza
Impressionante como alguns não aceitam que falem negativamente do seu jogo. Se a empresa envia o game para ser avaliado, a pessoa quer que ele seja somente depois de lançado com vários patchs? Sinto muito, mas a opinião presente no tecnoblog não é a única, muitos outros tiveram impressões parecidas do jogo que será lançado em março!!! Veja no twitch.tv, o diablo 3 já sumiu da lista dos jogos mais vistos por um motivo.
Renata Persicheto
Jayme Neto Oi! Te mandei uma mensagem mais cedo justamente para perguntar quais pontos você indicaria que faltam texto, Jayme, talvez tenha ido para a aba ~Other de seu Facebook. Mas vamos lá: como disse no texto, também, o fato das mudanças na expansão não terem sido tão significativas acabou deixando tudo mais maçante, e com isso eu pensei ter deixado claro ter explorado, pela (figurativamente, veja bem) milésima vez, toda a campanha do jogo. O modo adventure foi mencionado, sim, e concordo que poderia ter me estendido mais nesse ponto. Se você der um ctrl+f no navegador, encontrará um parágrafo sobre ele pouco antes da conclusão. De qualquer forma, não costumamos entrar em discussões muito longas nos comentários do TB, pra não ficar aquela parede de texto pesando visualmente na página, então, estou abrindo meu contato por mensagens no facebook, daí podemos falar mais livremente sobre o que falta e o que tem demais no texto. :) Abs!
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