Créditos: Kotaku Brasil

Créditos: Kotaku Brasil

Estamos chegando na reta final da nossa cobertura da BGS (a gente avisou que ainda tinha muuuita coisa para publicar!) e hoje é dia de falar dos jogos propriamente ditos!

Em vez de apenas escrever sobre como é cada um, achamos que seria mais proveitoso mostrar um pouco em vídeo de como eles são e nossas reações imediatas a cada um. Não deu para colocar todos os que filmamos porque ele já ficou relativamente longo com os sete escolhidos. Ficaram de fora Batman Arkham Origins, que já foi lançado no Brasil, e Tearaway, que é para Vita e, apesar de ser bem legal, não fez tanto sucesso por lá em comparação aos outros jogos do vídeo.

Os excluídos

Jogar a demo de Batman Arkham Origins, para quem já jogou os dois anteriores, não é muito empolgante: os controles são os mesmos, os gráficos belíssimos se mantêm e você se vê buscando desesperadamente algo de novo que valha comentar. Claro, é uma demo; o jogo completo é uma experiência diferente. Falamos com o produtor do jogo, Eric Holmes, sobre isso. Mas não deu para notar as novidades que ele mencionou nesses minutos.

Tearaway merece umas linhas a mais. O exclusivo para PS Vita tem o visual trabalhado para parecer um livro pop-up interativo: o cenário e os personagens são todos de papel, seja cortado, seja em origami. Essa coisa lúdica lembra um pouco Puppeteer e Little Big Planet, ambos do PS3 (sendo que o segundo é do mesmo estúdio de Tearaway).

tearawary

Ele não tem absolutamente nada de hard core, chegando a beirar o casual, mas é bem agradável de jogar justamente por isso – afinal, nem só de FPS e títulos AAA se faz o mercado de jogos. Apesar da cara de jogo para criança, não ouvi nenhum adulto falar mal. Pelo contrário: apenas elogios ao game.

O que mais chamou atenção na demo de Tearaway, no entanto, foi o quanto ele utiliza todas as funções do Vita: o touchpad traseiro, a tela sensível ao toque, os botões físicos (inclusive os triggers da parte superior), até a câmera frontal – todos são necessários no jogo.

Os escolhidos

Agora, vamos ao vídeo e, em seguida, alguns comentários que valem ser feitos sobre os jogos mostrados. Por favor, releve a falta de equipamento: filmamos tudo com o celular, então nem sempre a qualidade ficou tão boa. O vídeo tem 7 minutos, sendo o resto algumas gracinhas que não couberam na parte principal:

One more thing

Assassin’s Creed 4: Black Flag – o caso é parecido com o de Arkham Origins: por se tratar de uma sequência, muita coisa continua igual. Mas mudar o protagonista, o cenário e o período histórico (e, claro, tudo que esta última mudança implica) faz com que haja mais novidades no jogo. Aparentemente, o combate foi aprimorado – ainda mais do que tinha sido em AC3; os soldados estão bem espertos e Edward resiste menos aos golpes. Ou seja, está mais difícil, pelo menos sem os tutoriais do começo do jogo.

ac4

Killzone: Shadow Fall – talvez a culpa seja da falta de costume para jogar FPS em controles, visto que apanhamos também em Battlefield 4 na E3 e de Call Of Duty: Ghosts na BGS. Mas foi bem difícil de se virar com o controle do Xbox One, apesar da melhoria na precisão em relação ao 360. Apesar disso, o multiplayer do jogo é bem divertido, especialmente por conta da violência exagerada; continuar atirando num inimigo caído é covardia, mas irresistível. E, como o tempo de respawn é curto, não dá tempo de se distrair para tentar novamente.

killzone

Dying Light – o produtor promete que o jogo é completamente diferente de Dead Island, mas, na demo, é difícil de concordar. Ela dura exatamente cinco minutos e há uma missão bem simples a ser cumprida (se quiser; você pode apenas pular pelos telhados e matar zumbis). Foi difícil de se empolgar, já que as partes mais interessantes ficaram de fora, como a criação de armas – um dos pontos altos de Dead Island também – e o ambiente noturno, quando os zumbis ficam mais agressivos e espertos. Aprender os comandos é uma dificuldade à parte; eles poderiam ser mais intuitivos e fiéis ao “padrão” para jogos de ação.

dying light ban

Knack – a jogabilidade é bem simples e, neste quesito, ele se parece com jogos de plataforma 2D dos anos 90. Me lembrou, mais precisamente, Sonic: o monstro precisa coletar peças eletrônicas espalhadas pela cidade que se grudam a ele e montam seu corpo. Ao ser atingido por um inimigo, algumas delas se desprendem, parecido com o que acontecia com as argolas do mascote da Sega. O visual é bem bonito e, assim como Tearaway, ele tem cara de que vai agradar crianças, mas não deixa adultos entediados porque é bastante divertido. Caso você tenha jogado Crash Bandicoot, esta pode ser uma referência: o jogo costuma ser comparado a ele.

knack

Contrast – um dos indies ques estão em destaque no PS4, ele é aquele que a personagem principal consegue andar nas sombras na parede. Com isso, é preciso resolver diversos puzzles utilizando luzes (e sombras, claro) para avançar no jogo. O visual noir com jeito de cartoon é muito bonito e, se a jogabilidade não agradar – demora um pouco para pegar o jeito – , isto deve manter sua atenção. A trilha sonora, composta de jazz e blues, é outro destaque, mas não dá para ouvir no vídeo por causa da barulheira da BGS.

contrast

Octodad – outro indie da mesma leva de Contrast, este é provavelmente o mais famoso deles. Já havia brincado na E3 e a opinião continua a mesma: os controles são extremamente confusos e complicados, mas isto faz parte da graça. A intenção, aliás, é essa mesma: te fazer dar risada o tempo todo – a missão do polvo é levar uma vida normal, sem que ninguém perceba que ele é humano. Havia duas demos, uma do dia do casamento e outra em sua casa, na qual ele precisa interagir também com os filhos. Mesmo depois de ver as demos várias vezes na fila, rimos espontaneamente ao jogar, já que cada vez algo diferente acontece.

octodad

Dead Rising 3 – a demo não pedia nada de específico – se pedia, eu não fiquei sabendo, porque comecei a jogar quando ela estava na metade. Então, a brincadeira consistiu em descobrir qual o objeto mais esdrúxulo com o qual poderia matar zumbis, sendo que o vencedor foi uma bolsa de mão, mas a lata de lixo e a lâmpada de ponto de ônibus ficaram próximos da vitória. Os controles são intuitivos, o de sempre para jogos de ação, então é só partir para cima. E, se não souber os controles desses jogos também, aperte qualquer coisa; eventualmente, vai fazer muito sangue jorrar.

dead rising 3

Com exceção de AC4, que está preso na alfândega brasileira e deve chegar às lojas no dia 15 de novembro, todos os outros sairão só em 2014. Bons motivos para juntar suas moedinhas.