Durante a BGS, batemos um papo com Victor Martins, diretor da Razer no Brasil, sobre os planos da empresa por aqui e o line-up de produtos que devem chegar em breve ao país. Nós já os vimos na E3: são os notebooks Blade e Blade Pro e o tablet Edge com seus acessórios.

A intenção é importá-los para iniciar as vendas. Mas, dependendo do volume, montar uma linha de produção é uma possibilidade com a qual a empresa já trabalha. “Existe a possibilidade e já estamos conversando, temos interessados em fabricar, mas, no final, o mesmo estudo que precisamos para importar, o fabricante precisa para saber se vale a pena montar uma linha de produção”, explica. “A ideia que tenho é ter isto definido até o final do ano para talvez ter [a fabricação] no primeiro trimestre, no máximo segundo trimestre do ano que vem”.

Além disso, a demanda é importantíssima para iniciar a fabricação nacional: “só se justificaria a fabricação no Brasil depois de um certo volume; se for para vender 500 peças no ano, nenhuma fábrica vai ter interesse, e vender 500 peças que custam 12 mil reais é uma meta bastante abusada”, conclui Martins.

Blade de 14 polegadas, o notebook gamer mais fino do mundo, e Blade Pro de 17 polegadas

Blade de 14 polegadas, o notebook gamer mais fino do mundo, e Blade Pro de 17 polegadas

A Razer tem força no mercado brasileiro especialmente no que diz respeito aos acessórios para gamers: mouses, headsets e teclados, inclusive com produtos exclusivos que são vendidos por aqui e em outros mercados emergentes com o preço menos assustador que das linhas “normais”; o kit com teclado e mouse sai por 189 reais e, segundo Victor, cerca de 4 mil peças saem por mês. O preço não é o mais em conta do mercado, mas, há dois anos, o preço das peças mais baratas vendidas aqui era de 200 reais pelo mouse e 250 pelo teclado.

No entanto, mesmo essas peças voltadas para o público brasileiro são importadas, fabricadas na China, e é mais fácil importar os periféricos que os notebooks e o tablet, não apenas pela questão dos impostos, mas de infra-estrutura para tê-los por aqui: a empresa precisa investir em assistência técnica e suporte treinados para atender ao consumidor. Também tem a questão do preço: “vai ser caro; estamos falando de o produto mais barato custar 8 mil reais e o mais caro, 12 ou 13 mil”, calcula o executivo.

Ele comenta ainda que deve ser mais provável ter os notebooks à venda no Brasil do que o tablet, já que, apesar do Edge contar com um hardware de PC dentro do corpo de tablet (ele tem processador i5 dual-core de 1,5 GHz, 4 GB de RAM, SSD de 64 GB e uma placa de vídeo GeForce GT 640M) e ter docks que o transformam em um computador ou console de mesa, o preço de 8 mil reais não é muito convidativo.

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Willian Lemos
12000 numa máquina??? Mesmo sabendo que vale a pena pra jogar sem lag esse preço é de doer no bolso kkkk
Edipo Gonçalves
Então vai morrer sem nem iniciar, importar isso vai fazer chegar por um preço absurdo que pouquissima gente vai querer pagar, logo não haverá demanda.
Andrew Kuhn
Só gostaria que arrumassem esse suporte deles que é uma gigantesca bosta aqui no Brasil. A fabrica seria interessante mas não é prioridade sinceramente