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Razer tem interesse em fabricar no Brasil em 2014, diz diretor

Giovana Penatti

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Durante a BGS, batemos um papo com Victor Martins, diretor da Razer no Brasil, sobre os planos da empresa por aqui e o line-up de produtos que devem chegar em breve ao país. Nós já os vimos na E3: são os notebooks Blade e Blade Pro e o tablet Edge com seus acessórios.

A intenção é importá-los para iniciar as vendas. Mas, dependendo do volume, montar uma linha de produção é uma possibilidade com a qual a empresa já trabalha. “Existe a possibilidade e já estamos conversando, temos interessados em fabricar, mas, no final, o mesmo estudo que precisamos para importar, o fabricante precisa para saber se vale a pena montar uma linha de produção”, explica. “A ideia que tenho é ter isto definido até o final do ano para talvez ter [a fabricação] no primeiro trimestre, no máximo segundo trimestre do ano que vem”.

Além disso, a demanda é importantíssima para iniciar a fabricação nacional: “só se justificaria a fabricação no Brasil depois de um certo volume; se for para vender 500 peças no ano, nenhuma fábrica vai ter interesse, e vender 500 peças que custam 12 mil reais é uma meta bastante abusada”, conclui Martins.

Blade de 14 polegadas, o notebook gamer mais fino do mundo, e Blade Pro de 17 polegadas

Blade de 14 polegadas, o notebook gamer mais fino do mundo, e Blade Pro de 17 polegadas

A Razer tem força no mercado brasileiro especialmente no que diz respeito aos acessórios para gamers: mouses, headsets e teclados, inclusive com produtos exclusivos que são vendidos por aqui e em outros mercados emergentes com o preço menos assustador que das linhas “normais”; o kit com teclado e mouse sai por 189 reais e, segundo Victor, cerca de 4 mil peças saem por mês. O preço não é o mais em conta do mercado, mas, há dois anos, o preço das peças mais baratas vendidas aqui era de 200 reais pelo mouse e 250 pelo teclado.

No entanto, mesmo essas peças voltadas para o público brasileiro são importadas, fabricadas na China, e é mais fácil importar os periféricos que os notebooks e o tablet, não apenas pela questão dos impostos, mas de infra-estrutura para tê-los por aqui: a empresa precisa investir em assistência técnica e suporte treinados para atender ao consumidor. Também tem a questão do preço: “vai ser caro; estamos falando de o produto mais barato custar 8 mil reais e o mais caro, 12 ou 13 mil”, calcula o executivo.

Ele comenta ainda que deve ser mais provável ter os notebooks à venda no Brasil do que o tablet, já que, apesar do Edge contar com um hardware de PC dentro do corpo de tablet (ele tem processador i5 dual-core de 1,5 GHz, 4 GB de RAM, SSD de 64 GB e uma placa de vídeo GeForce GT 640M) e ter docks que o transformam em um computador ou console de mesa, o preço de 8 mil reais não é muito convidativo.