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Qualcomm apresenta processador inspirado no cérebro humano

Começamos a contagem regressiva para a dominação dos robôs?

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A computação pessoal pode se tornar ainda mais pessoal se souber o que nós queremos fazer com ela e nos der isso antes de precisemos dar os comandos manualmente, como se nossos devices fossem uma extensão de nós mesmos, certo? A Qualcomm, pelo menos, parece concordar. Tanto que apresentou a linha Zeroth, com processadores inspirados no funcionamento do cérebro humano.

A ideia é que os tais processadores aprendam naturalmente o que fazer de acordo com estímulos do ambiente, sem precisar de códigos imensos que lhes dêem comandos.

Com isso em mente, o vídeo abaixo pode te fazer levantar uma sobrancelha. O robozinho deveria parar apenas nos quadrados brancos; então, recebeu um “elogio” quando parou em um deles e passou a procurar outros semelhantes. É a mesma psicologia de quando você quer ensinar um truque para o seu cachorro, só que, no vídeo, o cérebro do robô é, na verdade, um monte de componentes eletrônicos.

Além da capacidade de aprendizado do Zeroth, a Qualcomm também espera que ele permita aos devices perceber o mundo como humanos o fazem. Isso é conseguido por meio da replicação do comportamento dos neurônios e suas descargas elétricas em hardware.

Tudo deve culminar na criação de uma NPU, sigla para Neural Processing Unit, que poderá ser aplicada em SoCs no futuro e possibilitar uma forma totalmente nova de interação com os seus gadgets.

A primeira vez que ouvi falar de algo do tipo foi na palestra do Hugo Barra no INFOtrends, sobre a qual falei aqui no TB. Lá, ele explicou como o Google utiliza as redes neurais para reconhecer – ou melhor, aprender – padrões e isso é aplicado no dia a dia. Com a Qualcomm também desenvolvendo esta tecnologia, não será nenhuma surpresa se, em poucos anos, NPUs forem padrão nos nossos smartphones, smartwatches ou seja lá o que estivermos utilizando.

Obs: prometemos que aquele podcast sobre o futuro da tecnologia vai sair antes da dominação dos robôs, ok?