As TVs de plasma receberam várias melhorias nos últimos anos, são melhores que as LCDs em determinados aspectos e ainda são muito desejadas por um grupo de pessoas, mas isso não impediu que elas perdessem mercado. A Panasonic deverá ser a próxima empresa a abandonar a tecnologia: de acordo com a Reuters, a fabricante japonesa deixará de produzir TVs de plasma até março de 2014.

Fontes da Reuters afirmam que a Panasonic fechará sua única fábrica de painéis de plasma no oeste do Japão, o que causará perdas de cerca de 900 milhões de reais. Os centenas de funcionários que trabalham no local deverão ser transferidos para outras unidades da empresa.

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Esta parece ter sido uma estratégia do presidente Kazuhiro Tsuga para conter os prejuízos da Panasonic, que vem sangrando dinheiro: nos dois últimos anos fiscais, o prejuízo líquido combinado da empresa foi de 33 bilhões de reais. A divisão de televisores da Panasonic foi uma das principais responsáveis pelo resultado, com perdas de 2 bilhões de reais apenas no último ano fiscal.

A próxima aposta da Panasonic em TVs, segundo o The Verge, deverá ser o OLED, que compartilha algumas características do plasma, como o alto nível de contraste e os pretos profundos. Os painéis OLED não têm a péssima fama do plasma, marcado negativamente pelas manchas que apareciam na tela caso uma imagem estática fosse exibida por muito tempo, o tal efeito burn-in, que afetava especialmente antigas TVs de plasma.

Oficialmente, a Panasonic diz que está estudando o que fazer com o negócio de TVs de plasma, mas afirma que nada foi decidido ainda.

Em 2012, as TVs de plasma tiveram baixa participação de mercado: a DisplaySearch afirma que apenas 6% dos televisores vendidos no mundo eram de plasma, contra 87% das TVs de LCD. A indústria japonesa de TVs perdeu mercado depois da ascensão dos coreanos: juntas, as três grandes fabricantes (Sony, Panasonic e Sharp) têm menos de 20% do mercado mundial de TVs. A Samsung responde por 27,7% das receitas, enquanto a LG tem 15%.