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Aplicativo do YouTube para Windows Phone volta a ser só um atalho

Emerson Alecrim

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A novela do YouTube no Windows Phone parece ter terminado, mas sem um final feliz: depois dos desentendimentos com o Google que se arrastavam desde maio deste ano, a Microsoft parece ter desistido de vez da ideia de lançar um aplicativo customizado do serviço para a sua plataforma móvel.

A ferramenta ainda existe, tendo acabado de entrar na versão 3.2, mas agora não passa de um redirecionador para a versão Web do YouTube, que, por sua vez, não oferece qualquer otimização específica para a plataforma. Na prática, o app voltou a ser um mero atalho.

A primeira versão “de verdade” do aplicativo continha uma série de recursos interessantes, como possibilidade de reproduzir somente o áudio e download de vídeos, mas estas funcionalidades são proibidas pelo termos de uso da API do YouTube.

Diante das violações, o Google notificou a Microsoft para que o programa fosse removido da Windows Phone Store. O pessoal de Redmond então atualizou o app para adequá-lo às exigências, mas os embates continuaram, uma vez que a ferramenta não exibia anúncios nos vídeos. A Microsoft respondeu que implementaria este recurso caso o Google fornecesse as APIs necessárias.

Esse app aí? Já era!

Esse app aí? Já era!

Isso tudo aconteceu em maio. No último mês de agosto, a Microsoft relançou seu aplicativo para o YouTube depois de resolver todas as pendências. A história poderia ter tido um final neste ponto, se o Google não tivesse voltado a bloquear o app, desta vez sob o estranho argumento de o suporte a HTML5 do programa não ser adequado.

Indignada com a falta de clareza sobre o assunto, a Microsoft soltou o verbo contra o Google por meio de um post publicado por David Howard, seu vice-presidente corporativo. Mas nem isso, nem as críticas públicas subsequentes foram capazes de fazer a rival pegar leve quanto aos requisitos.

Ficou parecendo implicância, realmente. Se nem os aplicativos oficiais do YouTube para Android e iOS têm um nível de exigência tão grande em relação ao HTML5, por que um app de um terceiro haveria de ter?

Se a história toda gira mesmo em torno da rivalidade, o Google soa como o vencedor desta batalha. O problema é que a derrota fica totalmente para o usuário, justamente a parte que não tem culpa alguma nesta disputa.

Como a Microsoft ainda não se pronunciou sobre a “desistência” (se é que irá fazê-lo), fica no ar a esperança de que a empresa volte a tentar lançar o aplicativo. Ou ao menos que o Google resolva de uma vez por todas disponibilizar sua versão oficial do YouTube para o Windows Phone e encerre este drama.

Enquanto isso, as opções dos usuários deste sistema são aplicativos como MetroTube e MyTube, que rodam sem qualquer interferência do Google.

Com informações: Windows Phone Central