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Servidor do Wikileaks é leiloado por US$ 33 mil para um garoto de 17 anos

O rapaz, obviamente, não tinha essa grana. Nem o pai dele.

Giovana Penatti

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O servidor que hospedou o Wikileaks por cerca de oito meses na época da divulgação de documentos secretos sobre a Guerra do Iraque, em 2010, foi a leilão há dez dias no eBay. Finalmente, foi arrematado pelo valor de US$ 33 mil – o servidor é um Dell Poweredge R410 estimado em US$ 4 mil, mas o conteúdo que passou por ele lhe deu status e aumentou seu preço.

O presidente da Bahnhof, empresa de internet sueca que detinha o servidor, John Karlung, considera a peça “um tipo de artefato, um objeto que deixou uma marca na história mundial” e que tem um valor simbólico muito alto – percebemos. Obviamente, o servidor foi formatado antes da venda, então o valor alto da venda é pelo lado de relíquia mesmo.

Como nenhuma história relacionada ao Wikileaks é tão simples, a venda do servidor, que está desativado desde 2011, também não foi livre de problemas. A pessoa que arrematou o servidor por US$ 33 mil foi um rapaz de 17 anos que utilizou o cartão de crédito do pai – obviamente, sem autorização. O primeiro lance do jovem foi de US$ 10,2 mil e, depois dele, outros sete foram feitos até atingir o máximo.

Relíquia dos tempos modernos: o servidor do Wikileaks que armazenou mais de 700 mil documentos sobre a Guerra do Iraque

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Logo depois do lance ser confirmado, Karlung recebeu um email do pai do garoto explicando que o filho adora teorias da conspiração e que a compra não seria concluída. Então, o servidor foi repassado ao segundo colocado no leilão, que pagou US$ 32,9 mil por ele.

A grana será dividida entre duas instituições: metade vai para a Reporters Without Borders, uma instituição que preza pela liberdade de expressão da mídia, e a outra vai para a 5th of July Foundation, que defende a privacidade e a liberdade na internet. Mesmo com esse lado filantrópico, o Wikileaks não aprovou o leilão, afirmando no Twitter que “a Bahnhof não pediu permissão para leiloar o servidor do Wikileaks ou usá-lo para marketing, ou repassar o dinheiro obtido”.

Com informações: Wired