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Fundador da Atari diz que a Nintendo pode estar caminhando para a irrelevância

Renata Persicheto

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Parece que ninguém está a fim de aliviar para o lado da Nintendo. Após críticas vindas de todos os cantos, chegou a vez do presidente e fundador da Atari se pronunciar sobre a companhia. Segundo Nolan Bushnell, a Nintendo pode estar em “um caminho para a irrelevância”, tendo em vista as fracas vendas de seu último console.

Em uma nota à parte: esta notícia não tem valores “partidários”, contudo, as vendas do Wii U ainda não corresponderam ao esperado pelo mercado financeiro e cada unidade vendida do console significa uma baixa nos lucros da Nintendo.

Numa entrevista cedida à BBC durante a Campus Party de Londres, Bushnell destacou a posição difícil da empresa e a inconsistência em seus lançamentos: “eu não acho que dispositivos portáteis exclusivos para jogos ainda façam algum sentido. Não quando você tem um iPod ou um microtablet Android”, disse.

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Analistas de mercado andam traçando paralelos agressivos entre a queda da Atari após o lançamento do Atari Jaguar, em 1993, e o lançamento do Wii U. Ambos tiveram a expectativa de mudar o mercado, mas acabaram estagnados. Uma comparação um pouco exagerada, em minha opinião.

No mês passado, a companhia anunciou o lançamento do Nintendo 2DS, uma versão mais barata e sem 3D de seu último portátil. “Falando de mercado de consoles, eu penso que ele esteja truncado. A Nintendo sempre teve uma preferência por jovens – eles atingiram os menores de 12 anos muito bem, e os outros caras atingiram os maiores de 12”, opinou Bushnell, que atualmente tem se aventurado pelo mundo das previsões sobre a indústria de jogos. Recentemente, o fundador da Atari declarou que o Xbox One seria o “grande vencedor” desta geração de consoles.

O visionário “pai do videogame” também falou sobre a queda da Atari após um “começo glorioso”, que aparentemente ocorreu por conta do abuso de “charlatões corporativos”, e disse acreditar no potencial da nova onda de dispositivos de realidade virtual, como o Oculus Rift. De acordo com ele, tendo consertados os problemas de lag do display e da sensação de enjôo por movimento presentes frequentemente nesse tipo de aparelhos, os óculos têm grandes chances de obter sucesso.