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Baboom: este é o novo nome do serviço que Kim Dotcom quer lançar para revolucionar a indústria musical

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Kim Dotcom abriu mão da liderança do Mega na semana passada para cuidar de seus problemas judiciais e alavancar outros empreendimentos. Um deles a gente já conhece: a “revolucionária” plataforma online de música Megabox, que a partir de agora passa a ser chamada de Baboom.

A informação vem de uma entrevista dada pelo próprio Kim ao TorrentFreak, que posteriormente a confirmou via Twitter. “Eu estou realmente empolgado com o Baboom. Eu mal posso esperar para ver o que os artistas irão criar. Toda a sua carreira poderá ser gerenciada pelo Baboom. Os artistas nunca tiveram tanta liberdade, transparência e controle”, garante o excêntrico empresário.

Baboom - teaser (fonte: TorrentFreak)

Teaser do Baboom

Kim Dotcom revelou também que o projeto já conta com 22 desenvolvedores e com uma lista ampla de artistas “top” interessados no serviço, que será oferecido tanto com assinaturas gratuitas quanto pagas. Apesar disso, não há previsão de lançamento: Kim se limitou a dizer que o Baboom surgirá dentro de alguns meses.

Mas se não há nenhuma mudança efetiva em relação ao que já era prometido com o Megabox, por que a troca de nome? A decisão se deve ao fato de a denominação anterior remeter diretamente ao finado MegaUpload e toda a sua dramática história.

Nas vésperas do lançamento do Mega, algumas gravadoras teriam pressionado canais de TV e emissoras de rádio da Nova Zelândia para que estas não veiculassem anúncios sobre o novo serviço, por exemplo, ação que Kim Dotcom interpretou como uma clara tentativa de boicote.

O novo nome ajudaria a evitar situações como esta, assim como a diminuir os riscos de problemas legais, uma vez que a denominação Megabox existia desde a época do MegaUpload. Oras, se o Baboom tem a missão de ser bastante rentável (talvez o mais rentável dos empreendimentos atuais de Dotcom), todo cuidado é pouco.

Kim Dotcom

Dotcom, Kim

E cuidado é justamente a palavra de ordem para Kim. O empresário está sob liberdade condicional na Nova Zelândia desde janeiro de 2012 e vem, desde então, lutando para evitar sua extradição aos Estados Unidos, esta se configurando como uma das razões de sua renúncia à direção do Mega, como informado no início do post.

A criação de um partido político na Nova Zelândia também está entre seus planos, ação que é parte de sua estratégia de defesa, provavelmente: caso consiga ocupar algum cargo político no país, a sua entrega às autoridades norte-americanas se tornará muito mais difícil. Se isso acontecer, quão “mega” ficará a ambição deste intrépido alemão?