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Vale como telepatia? Cientista comanda o movimento da mão de outro com o “poder da mente”

Giovana Penatti

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Depois de nos aproximarmos um pouco mais da criação do teleporte, estamos um pouco mais próximos também da telepatia: os pesquisadores Rajesh Rao e Andrea Stocco, da Universidade de Washington, conseguiram fazer com que o pensamento de um causasse movimentos involuntários no outro.

Os dois pesquisadores, que foram também as “cobaias” do experimento, ficaram em salas separadas sendo observados por membros da equipe. Via Skype, uma podia ver o que acontecia na sala da outra, mas Rao e Stocco não tinham nenhuma forma de comunicação um com o outro a não ser pelas estruturas em suas cabeças.

O experimento envolvia um joguinho bem simples, no qual é preciso apenas apertar um botão na hora certa. Então, um dos pesquisadores “pensou” a ação de mover a mão direita e pressioná-lo. Os impulsos foram enviados utilizando a internet para o outro pesquisador e o estímulo fez com que o receptor, involuntariamente, apertasse o botão. A sensação, segundo ele, foi a de um impulso involuntário qualquer (tipo quando estamos prestes a dormir e o braço dá um pulo).

O esquema abaixo mostra com mais detalhes como a transmissão é feita:

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Antes que você imagine que vai sair por aí brincando de X-Men num futuro próximo, saiba que isso dificilmente vai acontecer (pelo menos, se o poder que você quer é telepatia). Primeiro, porque é necessário ter o receptor acoplado à cabeça. E o estímulo é enviado exatamente à região do cérebro responsável por essa função – ou seja, as condições são controladas.

Além disso, é preciso treinar para enviar o estímulo correto; para que esse experimento do joguinho fosse bem-sucedido, foi necessário praticar muito com os computadores que reconhecem e traduzem os impulsos cerebrais entre o emissor e o receptor.

O experimento está numa fase conceitual, mas a expectativa é que o desenvolvimento dessa tecnologia permita que tarefas complicadas possam ser executadas por pessoas menos treinadas sem problemas – por exemplo, pilotar um avião. Parece seguro?

Com informações: CNET