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Financie isso: Emotiv Insight, um gadget para treinar seu cérebro e controlar coisas com o poder da mente

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Há uma década, a empresária Tan Le se dedica a um projeto que permite medir os impulsos elétricos do cérebro e aplicar os resultados em diversas áreas. O resultado de tanta pesquisa é o Emotiv Insight, gadget que parece uma lula grudada à cabeça e que busca financiamento no Kickstarter para se popularizar.

Ele é a versão finalizada e otimizada do Emotiv EPOC, um conjunto de sensores que já havia sido lançado e monitora atividade cerebral. A aplicação dessa espécie de capacete cheio de sensores foi desde o setor médico ao entretenimento, o que comprova sua versatilidade e eficácia. Com um design bem mais limpo e bonito, o Insight deve chegar aos financiadores em março do ano que vem e ser lançado para o público geral em abril.

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Com apenas cinco sensores que dispensam o uso do tradicional gel condutor para ler os impulsos do cérebro, o Insight surpreendentemente consegue manter o desempenho do modelo anterior.

Esses sensores registram as atividades de diferentes áreas do cérebro: córtex frontal, relacionado ao raciocínio, tomada de decisões e memória a longo prazo; lobo parietal e temporal, relacionados à coordenação e funções auditivas e espaciais; e lobo occipital, relacionado à visão. Então, com o apoio de software e hardware específicos, é possível controlar coisas com o “poder da mente”, desde o movimento de uma cadeira de rodas ao fechamento de cortinas em casa. No final do TED de Tan Le, é mostrado isso na prática.

O Insight chegará ao público com a função primária de treinar o cérebro. Com ajuda de um app, ficam registradas situações de estresse, distração, concentração e interesse, entre outras. Baseado nessas informações, é possível, por exemplo, aprender a descansar completamente ou manter o foco no trabalho por mais tempo.

Mas a parte mais legal é que um SDK será lançado junto com ele. Ou seja, o treino do cérebro é a primeira função do Insight, mas ele poderá ganhar muitas outras conforme desenvolvedores criem e disponibilizem. Por exemplo, criar músicas e desenhos só de pensar neles.

O Emotiv Insight já foi financiado; quando da publicação desse post, tinha arrecadado mais de cinco vezes o objetivo inicial de US$ 100 mil. Mas ainda dá para contribuir e, com US$ 229, você leva um Insight quando estiver pronto.

Por que é legal? Porque, com o desenvolvimento de novas aplicações, será possível controlar bastante coisa só com o pensamento.

Por que é inovador? Apesar da ideia já ser antiga e existir similares, o Insight chegará com um preço acessível, design mais bonito e apelo comercial. Ou seja, qualquer um poderá ter o seu, em vez de ser um dispositivo de nicho.

Por que é vanguarda? Ele vem na onda dos gadgets “vestíveis”, mas é o primeiro que utiliza o cérebro para desempenhar suas funções.

Vale o investimento? Se houver o interesse em ser early adopter de uma tecnologia nova, sim. Além disso, ao financiar o Insight, poderá ajudar muita gente: talvez não seja tão interessante para você utilizá-lo para treinar seu cérebro, mas o gadget é uma alternativa excelente para, por exemplo, quem tem dificuldades de mobilidade ou de fala.

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Bestknighter
Tales, pela simplicidade aparente do aparelho em si, demonstra ser como você disse. Mas, se for como qualquer outro aparelho de monitoração de atividades cerebrais só que pequeno e eficiente, será mais como o Lucas falou.
Tales Cembraneli Dantas
Lucas Serafim , eu acredito que seja mais simples que isso ainda, ele deve monitorar as atividades cerebrais e dar apenas um "start" quando certa área do cérebro é utilizada, e com este start um aplicativo aciona alguma coisa física... seria como alguns interruptores que vc conseguisse acionar sem as mãos (não conheço a tecnologia, é oq eu acredito ser possível fazer sem muita complexidade)
_dann_o
não sei vcs, mas me lembrei de Alien :]
Lucas Serafim
Acredito que o proposito seja diferente, funcione mais como um controle (um pouco mais além que o kinect e similares) do que um tipo de scanner de pensamentos. Enfim, poderá desenhar mas só depois desse treinamento de ler suas ondas cerebrais e com o app correto onde vc diz que quer uma linha reta, curva, etc.
Marcell Almeida
INCRÍVEL! Será que é possível desenhar mesmo só pensando? Quão preciso será que vai ser? Eu não sei desenhar muito bem, mas consigo imaginar uma série de desenhos bons, seria uma mão na roda pra mim. Bem como na parte de fazer música. Tudo nesse projeto me agrada. Desde a ideia de monitorar várias áreas do cerébro como também treiná-lo. Simplesmente incrível. Acho que vou pegar a versão de desenvolvedor, US$ 299.
Paulo Patto
Charles Xavier???