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Sony promete tratar desenvolvedores indies tão bem quanto grandes estúdios

Emerson Alecrim

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A nova geração de consoles que está prestes a chegar ao mercado tem tudo para marcar a entrada definitiva dos jogos indies no segmento, pelo menos no que depender da Sony: a empresa afirmou recentemente que criadores independentes terão o mesmo tratamento dado aos grandes estúdios no que diz respeito ao desenvolvimento de títulos para o PlayStation 4.

A declaração foi dada por Agostino Simonetta, gerente de relacionamento com desenvolvedores da Sony Computer Entertainment Europe, em recente entrevista ao site britânico Digital Spy. Na conversa, o executivo destacou uma estratégia baseada em quatro pilares que deverá guiar as parcerias com a galera indie:

  • Cada desenvolvedor também é um editor: ou seja, pode controlar vários aspectos dos seus jogos, como prazos e meios de divulgação;
  • Igualdade de oportunidades: o apoio da Sony ao desenvolvimento de games será igual para todo mundo, independente do número de títulos já publicados ou da receita obtida anteriormente;
  • Relacionamento personalizado: cada desenvolvedor terá as portas abertas para conversar com a Sony sobre várias particularidades de seu projeto;
  • Nada de obstáculos, apenas jogos: a Sony promete fazer o possível para facilitar ao máximo o foco nos trabalhos de desenvolvimento.

Tudo parece romântico demais para ser seguido na íntegra, mas o fato é que não é de hoje que a Sony demonstra simpatia pelos jogos indies, afinal, tendo pouco ou nenhum dinheiro, os desenvolvedores destes títulos acabam usando e abusando da única arma que está plenamente à sua disposição: a criatividade, ingrediente secreto de várias ideias geniais e promissoras.

Este ponto de vista é compartilhado por Jack Tretton, chefão da Sony Computer Entertainment America: “graças aos desenvolvedores independentes e aos estúdios pequenos, temos os ‘Stevens Spielbergs’ da indústria [dos games] surgindo de equipes de uma ou duas pessoas ou mesmo de projetos universitários”, disse recentemente à CNN Money.

Jack Tretton

Jack Tretton, chefe da empresa que promete tratar indies com muito amor e carinho

A Microsoft também reconhece a relevância dos jogos indies, mas não se mostra tão convidativa quanto a Sony – atualmente, os consoles da companhia japonesa são a preferência dos pequenos desenvolvedores. Phil Fish, criador do belíssimo Fez, é um exemplo: o programador disse que irá lançar a continuação do game para todas as plataformas possíveis, menos para a Xbox Live, por conta de suas altas taxas e de outros entraves existentes no ambiente da Microsoft.

(Do mesmo criador de Braid, The Witness é uma das promessas indies para o PlayStation 4)

Mas, apesar da visível vantagem da Sony – a estimativa é a de que pelo menos 50 títulos indies estejam em desenvolvimento apenas pra o portátil PlayStation Vita -, dispositivos móveis e PCs parecem ser ainda a prioridade de muitos desenvolvedores independentes, não só pelo acesso mais fácil e, a princípio, menos custoso a estas plataformas, como também por sua quantidade maior de usuários. O importante, no final das contas, é que surjam bons jogos.

Talvez você conheça bem o universo dos games indies fazendo o mais óbvio: jogando (eu, por exemplo, passei a admirar de uma vez por todas estes jogos depois de conhecer Limbo). Mas, para quem quer ir mais a fundo, deixo como dica o documentário Indie Game: The Movie, que aborda justamente a criação de títulos como Super Meat Boy e o já mencionado Fez. É, no mínimo, inspirador.