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Oculus Rift, Omni e a maior sensação de imersão possível em games

Giovana Penatti

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Como se os gráficos ultrarrealistas, os monitores e TVs enormes ou em trio e os headsets com múltiplos canais não fossem o bastante, surgiram dois novos gadgets de realidade virtual para usar em games. Sozinhos, já são incríveis. Usados juntos, dão a maior sensação de imersão que se pode ter. Pelo menos, até agora.

O primeiro deles é o Oculus Rift. Ele parece um óculos de natação enorme e, segundo vários desenvolvedores de games, como John Carmack, de Doom e Quake, Cliff Beszinski, de Gears of War e Unreal, e Gabe Newell, da Valve, é o que oferece a melhor experiência de realidade virtual que já foi vista.

Ele permite um campo de visão de 110º, o que inclui visão periférica no jogo, e a imagem acompanha o movimento da cabeça do jogador. A maioria dos óculos desse tipo fica nos 40º de visão e tem um lag que atrapalha bastante a experiência.

oculus

O Rift foi para o Kickstarter, o berçário virtual das boas ideias, e recebeu quase 2,5 milhões de dólares em financiamento, sendo que o valor esperado era 250 mil.

Agora, a versão para desenvolvedores pode ser comprada por 300 dólares no site e tem bastante gente que já está brincando com ele e postando vídeos que mostram seu potencial em Skyrim, Left 4 Dead 2 e Mirror’s Edge (deu náuseas só de pensar!), entre outros games.

Aliás, nós testamos ele na GDC; veja aqui!

O outro é uma esteira redonda chamada Omni, criada pela startup americana Virtuix. Ela faz com que os passos do jogador em qualquer direção sejam reproduzidos no game. Dá para andar, correr, pular e agachar; a esteira reconhece todos esses movimentos. É relativamente pequena, para caber num canto da sala, e irá para o Kickstarter em breve para buscar financiamento.

Em um dos vídeos de divulgação da Omni, liberado na semana passada, ela aparece junto com o Rift em uma partida de Team Fortress 2. É impossível de entender o efeito de imersão apenas observando um gameplay, claro. Mas, ao perceber a sincronia dos movimentos do jogador no canto direito e do Soldier na tela inteira, é difícil controlar a curiosidade de de testar também.

A tela do jogo está dividida em duas porque o Rift faz uso de duas telas para criar o ambiente virtual:

Também é difícil de controlar os nervos com tanta barbeiragem que o cara faz no vídeo, mas não é esse o assunto.

Há outros vídeos que demonstram a Omni, um com Crysis e outro com Skyrim. Mas eles não usam o Rift e o jogador está com um controle, então não é tão empolgante quanto o de TF2. Ainda assim, imagine uma integração maior dos jogos com o Kinect para, por exemplo, dar flechadas em Skyrim (que, aliás, já tem reconhecimento de voz), junto com a esteira e o óculos!

Lembro quando os consoles começaram a ter controle por movimento, com a chegada do Wii, PlayStation Move e Kinect. Um monte de gente se referia a eles como o futuro dos games, mas, pelo menos até agora, são restritos a certos títulos e tipos de jogos. Sem contar que cansa ficar o tempo todo se mexendo, então provavelmente o controle nunca será substituído.

A mesma coisa se aplica à Omni; ao Rift nem tanto, mas imagino que também não seja a coisa mais confortável do mundo passar horas com um óculos desse tamanho na cabeça, mesmo que não pese muito.

Ainda é cedo para fazer previsões, já que eles ainda nem foram lançados. Mas dá para ficar otimista que, em alguns anos, a experiência de jogar videogame será completamente nova (de novo).