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Como a internet se uniu para ajudar os envolvidos nas explosões da Maratona de Boston

Ana Freitas

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Ódio existe para gerar mais ódio. É por isso que quando você espanca o teclado para ofender sarcasticamente um troll nos comentários do YouTube, você está automaticamente concedendo a ele a vitória da competição: o troll está ali só para te fazer odiá-lo.

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Funciona assim com todos os tipos de gente odiável do planeta, de Marco Feliciano à KKK. Não seria diferente com o ataque na Maratona de Boston, há dois dias: terrorismo gera terror. Ataques como esse têm como primeiro objetivo ligar o dispositivo de medo dentro das pessoas. Deixá-las apavoradas, acreditando que estão sob ameaça, buscando figuras para odiar. Aliás, esse ótimo texto do The Atlantic sugere justamente isso: que o terror só tem efeito se você se deixar influenciar por ele. “Não seremos aterrorizados”, desafia o autor. Vale a leitura.

Quando uma tragédia dessas tem efeito oposto, ainda mais com a ajuda da internet, eu acredito um pouquinho mais naquele papo de que a internet é mesmo capaz de transformar a humanidade. E foi isso que aconteceu: os moradores de Boston se uniram para fazer uma planilha colaborativa no Google Drive oferecendo abrigo para corredores que não puderam sair da cidade depois que o espaço aéreo foi fechado e para as famílias das vítimas. São centenas de ofertas, de sofás a quartos inteiros, que as pessoas colocaram à disposição de estranhos.

A internet é a ferramenta mais poderosa para unir pessoas com um interesse comum e multiplicar esse poder, sejam elas amantes de pôneis, viciados em cupcakes ou gente querendo ajudar os outros. Lembre-se disso quando, diante de um acontecimento horrível, sua tendência for perder a fé no ser humano. Não precisa nem desconectar para olhar em volta: há pessoas boas por todos os lados.