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Bloqueio de celulares piratas começa em 2014

Anatel diz que medida irá procurar menor impacto aos usuários.

Rafael Silva

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No ano passado as quatro grandes operadoras brasileiras resolveram tomar uma atitude contra a grande quantidade de celulares piratas na rede. São aqueles falsificados, de qualidade duvidosa e que ocupam estimados 20% da base total de assinantes. Na época, o bloqueio desses aparelhos ainda estava sendo discutido. Agora a Anatel deu permissão para as operadoras seguirem adiante, implementado o sistema de bloqueio já no ano que vem.

Um celular "Nokla N97": tão original quanto uma nota de 3 reais. | Crédito: Spazio Cellular.

Um celular “Nokla N97”: tão original quanto uma nota de 3 reais. | Crédito: Spazio Cellular.

O plano, por sinal, continua o mesmo: o bloqueio será feito pelo IMEI do aparelho, o que seria considerado o seu RG. Uma entidade chamada ABR Telecom, a mesma responsável pela portabilidade numérica, vai capturar o IMEI assim que o celular se conectar à rede de quaisquer das operadoras e verificar sua procedência. Se for um IMEI de um celular original e homologado no Brasil, o uso da rede (o que pode incluir tanto ligações como acesso à rede de dados) é permitida. Caso contrário, o celular não vai poder acessar a rede.

Como o plano aparentemente continua igual, o problema principal dele também permanece: aparelhos ainda não homologados no Brasil não poderão funcionar por aqui, já que o IMEI deles não vai constar na base de dados consultada pelo sistema implementado.

Ou ao menos é isso que está no papel. Na prática, pode ser um pouco diferente: quando questionada sobre o sistema de bloqueio, a assessoria de comunicação da Anatel disse o seguinte:

A montagem do sistema de análise de terminais não certificados está em fase inicial e as definições sobre as ações a serem tomadas ainda estão sendo elaboradas. Entretanto, qualquer medida adotada sempre irá procurar menor impacto aos usuários dos serviços.

A declaração da agência sugere que o sistema pode ser mais inteligente do que achamos. E considerando que as operadoras têm mais de um ano para desenvolver e implementá-lo na sua rede, talvez o impacto seja mesmo bem pequeno. É mais um caso de esperar para ver.

Com informações: Folha.