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Apple não pode usar “iphone” para celulares, decide INPI

Órgão rejeita pedidos da fabricante de Cupertino

Thássius Veloso

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Não tem choro nem vela. O INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) negou à Apple o uso da marca “iphone” para celulares e similares. Como já sabemos desde o ano passado, o grupo detentor da Gradiente no país entrou com o pedido de registro da marca em 2000, sete anos antes de Steve Jobs fazer o lendário keynote de apresentação do smartphone da maçã. A decisão estará na próxima edição da publicação oficial do INPI.

Dessa forma, o órgão brasileiro dá fim à polêmica envolvendo o Gradiente iphone, celular rodando Android que a companhia revelou em dezembro do ano passado. Muitas pessoas criticaram por utilizar a marca amplamente conhecida e associada à Apple. Mais tarde, a fabricante disponibilizou o vídeo a seguir, no qual explica ser a detentora do nome “iphone” e ainda expõe as diferenças entre o celular deles e o celular desenhado em Cupertino.

A Apple conseguiu junto ao INPI o direito de usar a marca “iphone” para vestuário, calçados e chapelaria. Para por aí. Mais de dez solicitações foram feitas e o órgão não informa exatamente quais serão rejeitadas. Entretanto, reitera que a requisição de usar “iphone” para dispositivos eletrônicos será devidamente negada.

A partir da publicação da revista, provavelmente a Apple do Brasil terá de sentar com os advogados da Gradiente para discutir um acordo que permita a manutenção do iPhone no mercado brasileiro. Não sei dizer quais seriam as implicações caso a companhia de Tim Cook se negue a discutir com a empresa brasileira.

Vale lembrar que a Cisco detinha a marca “iphone” nos Estados Unidos quando o aparelho foi lançado no mercado estadunidense. A Apple de lá teve de fechar um acordo com a produtora de soluções de rede, entre outros artigos. Deve seguir o mesmo caminho por aqui.