Logo-Firefox-3.5 O presidente da Mozilla Foundation, fundação que mantém o desenvolvimento do Mozilla Firefox, resolveu falar o que pensa sobre a tela de escolha de navegador que a Microsoft propôs à Comissão Europeia, como forma de dar ao usuário a chance de optar por outro browser que não seja o Internet Explorer.

Mitchell Baker escreveu que, com a proposta da Microsoft, perdeu-se o objetivo mais importante na disputa da Comissão Europeia, que é a posição “singularmente privilegiada” do Internet Explorer no Windows. Baker listou alguns problemas que a forma atual da tela de escolha de navegador apresenta:

  • O Internet Explorer continua no sistema, inclusive com posicionamentos proeminentes na interface.
  • A escolha de outro navegador como padrão não faz com que esse navegador substitua o Internet Explorer. Mitchell Baker cita como exemplo o atalho para IE na área de trabalho, que permanece mesmo se o navegador escolhido seja outro.
  • Ainda sobre posições privilegiadas na interface do sistema operacional, Baker diz que no Windows 7, por exemplo, o Internet Explorer permanecerá na barra de tarefas mesmo que, digamos, o Firefox seja escolhido como browser principal.

Baker diz que nenhuma proposta que ele tenha visto muda os privilégios do Internet Explorer. Segundo o executivo, o quadro só muda caso o usuário opte por outro navegador e também descubra como “desligar” o Internet Explorer.

Para o presidente da Mozilla, outros navegadores têm desvantagem com relação ao Internet Explorer porque o aplicativo da Microsoft estará presente no Windows 7 de forma nativa. Caso o dono do computador escolha usar o Firefox, por exemplo, precisará baixar e rodar o instalador. Baker tem medo que usuários não consigam concluir essa tarefa, aparentemente fácil.

A Mozilla também não está completamente satisfeita com a forma como outros aplicativos da Microsoft manipulam links, geralmente enviando o usuário para o Internet Explorer, e também com o Windows Update, que poderá ser usado no futuro para habilitar o IE como navegador padrão sem o consentimento do internauta. Segundo Baker, o navegador “não deve usar o processo de atualização do Windows como uma oportunidade para perguntar se pode voltar a ser o navegador padrão”. [TechRadar]

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