O programador e twitteiro Vinícius Camacho, mais conhecido como K-Max, foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por roubo e disseminação indevida de dados. Ele é acusado pela Delegacia de Repressão a Crimes Cometidos por Meios Eletrônicos de invadir o banco de dados de clientes da Telefônica e disponibilizar as informações através de uma página na internet.

“A partir do site da empresa, ele conseguiu acessar dados pessoais dos clientes. Depois disponibilizou as informações a quem estivesse interessado”, afirmou José Mariano de Araújo Filho, delegado titular do DRCC-Meios Eletrônicos.

Policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de K-Max, apreendendo computadores e outros equipamentos eletrônicos, como pen drives e CDs, que passarão por perícia. Esses equipamentos servirão para a coleta de provas contra o programador.

K-Max foi indiciado por divulgação de informações sigilosas e reservadas, conforme consta do artigo 153 do Código Penal brasileiro. A pena prevista para o crime é de um a quatro anos de detenção.

Segundo Araújo Filho, K-Max também sequestrou comunidades do Orkut em 2005. Caso a perícia encontre provas desse sequestro, o programador poderá ser indiciado novamente.

Em entrevista ao IDG Now, K-Max disse que prestou serviço gratuito para a Telefônica ao informar sobre a falha de segurança que permitiria que qualquer pessoa acessasse informações do banco de dados da empresa. “Descobri uma falha e, para provar que a falha existe, criei uma prova de conceito”, disse o programador. [Último Segundo/IDG Now]