Início » Arquivos » Jogos » Retrospectiva de games, parte 2: consoles, smartphones, jogos indie e jogos feitos no Brasil

Retrospectiva de games, parte 2: consoles, smartphones, jogos indie e jogos feitos no Brasil

Avatar Por

Começamos ontem nossa respectiva com os fatos mais marcantes do mundo dos jogos: melhores do ano, a força da Steam, MMO e mais. Hoje o intrépido Gus Fune continua com o resumo do ano em jogos. (TV)

“Resident Evil 6” saiu em um ano em que jogo de zumbi não foi a regra (como foi o caso de 2011).

Entre consoles e smartphones

2013 foi um ano em que vimos chegar às prateleiras dois consoles novos. Ainda é cedo para comentar os números de venda do Wii U, aquele anunciado na E3 de 2011, com presença garantida do Tecnoblog. Sabemos que estão piores que as do antecessor, mas melhores do que as vendas iniciais do atual Xbox e Playstation. O lançamento americano do Wii U foi um tanto conturbado, com uma série de problemas como falhas de hardware e trocas nas lojas. Vale ressaltar o lançamento americano, pois no Japão o console chegou um mês depois com vários dos problemas resolvidos.

E enquanto o Wii U luta para arrumar seu lugar ao sol, outro console se encontra numa situação um tanto eclipsada. O PS Vita tem ido mal nas vendas. Pior, poucas empresas têm realmente focado em desenvolver para a plataforma, que acaba sendo um refúgio de adaptações de games já existentes na PSN. Enquanto isso, o mercado de jogos para celulares e similares não para de crescer, com uma infinidade de títulos a preços razoáveis. O Nintendo 3DS também caiu de preço para 120 dólares. Há boatos de que a cifra deve cair mais devido às vendas decepcionantes.

Tommy Vercetti, ele mesmo. Agora “GTA: Vice City” está no iOS e Android.

E falando em mobile, esse também foi um ano que a Rovio, empresa criadora de Angry Birds, resolveu lançar algo diferente ao invés de arremessar pássaros em porcos. Em “Bad Piggies” o jogador tem que montar geringonças para que os porcos atravessem um percurso e achem itens preciosos e ovos. Já em “Amazing Alex” o universo sai um pouco do mundo dos pássaros zangados e você deve resolver quebra-cabeças montando elaborados sistemas de reação em cadeia, lembrando bastante o clássico The Incredible Machine.

Ainda no mundo mobile, vimos também explodir dois fenômenos de games sociais: “Draw Something“, uma espécie de “Imagem e Ação”, e “Song Pop”, quase um “Qual é a música”, acabaram com a produtividade de muita gente mundo afora. No caso do primeiro game, foram mais de 30 milhões de downloads em 5 semanas de lançamento!

“Max Payne 3” tem grande parte da história passada em São Paulo. Alguns detalhes como a atuação dos dubladores foi incrível, enquanto muito da caracterização da cidade e do país não convenceram.

E voltando aos consoles, em 2012 vimos também nascer um novo console, o Ouya. Inicialmente como um ambicioso projeto de Kickstarter, que pedia meros 950 mil dólares (aprox. 2 milhões de reais) para se tornar viável recebeu quase 8,6 milhões de dólares de colaboradores de todo o mundo. O console de US$ 99,00 (aprox. R$ 210) vem com processador Tegra3 e vai rodar uma versão modificada do sistema Android, facilitando muito para desenvolvedores produzir ou ainda adaptar um game existente para a plataforma.

Explosão do Kickstarter

Aproveitando a deixa, esse também foi o ano que a plataforma de crowdfunding Kickstarter estourou de vez. O site ganhou muita atenção quando Tim Schafer, criador de “Grim Fandango” e “Full Throttle”, resolveu publicar o projeto de um novo game de sua empresa e tentar levantar fundos para produção através da base de fãs. Dos 400 mil dólares pedidos, a receita foi pra 3,3 milhões de dólares, se tornando até então o projeto de maior sucesso no Kickstarter.

E claro, como todo sucesso, vários outros seguem a onda e em 2012 foi comum ver games e produtores aparecendo com todo tipo de projeto, dos mais simples aos mais ambiciosos. Nessa retrospectiva do ano vale citar “Wasteland 2”, revival do RPG de 1988; “Godus”, o novo god-game de Peter Molyneaux, criador de “Populous” e “Dungeon Keeper”; e ainda “FTL: Faster than Light”, um game de estratégia espacial no qual você controla todos os aspectos de uma nave.

Em contra-partida, vários dos projetos vistos no Kickstarter tem previsão para sair meses ou anos depois. De todos que citei, o único que ficou pronto e foi lançado foi “FTL”. Nós entrevistamos um dos criadores.

“The Walking Dead” ganhou uma série de games exclusiva com outro arco de histórias fora da principal e com lançamentos regulares durante o ano.

Invasão indie

No grupo dos jogos independentes temos “Fez”, o platformer em 2D que ira em 3D. Ele levou o prêmio mais importante do Game Indie Festival, cujo nome dispensa explicação. Também tivemos o belíssimo “Journey”.

“Legend of Grimrock” foi uma das surpresas indie do ano. É um dungeon crawler bonito que surpreendeu os fãs mais hardcore de RPG, mas deixou os novatos do gênero um tanto perdidos.

Dois games que também merecem ser citados e que têm pontos muito em comum são “Hotline Miami” e “Retro City Rampage”. Ambos lembram muito o primeiro “GTA”, com a visão do topo e muita violência. Diferença? Os gráficos remetem a estética dos games 8-bits, dando um visual retro bem curioso. Também tem diferenciação entre eles: “Hotline Miami” é mais um top-down shooter com história linear, enquanto “Retro City” está mais para um “GTA” com vários minigames. Ambos recomendados para matar a longa espera enquanto “GTA V” não chega.

Não é game, mas um filmaço. “Indie Game: The Movie” é um documentário saiu esse ano e conta a história das pessoas por trás de “Super Meat Boy”, “Braid” e “Fez” (que citei logo agora) no dia a dia de produção de um jogo independente.

Made in Brazil

Por aqui a coisa tem ficado melhor tanto pros gamers quanto pros desenvolvedores. Com mais festivais e concursos acontecendo, mais da produção nacional acaba aparecendo. Nos principais festivais desse ano e na mídia, os principais destaques nacionais foram: o platformer “Out There Somewhere” da MiniBoss (PC), “Jelly Escape“, outro platformer, só que dessa vez em Flash, da TawStudio e o RPG dentro de um RPG “Knights of Pen & Paper” da Behold Studios, que vendeu mais de 60 mil cópias pra iOS e Android.

Além dos games independentes, da Steam vendendo em reais e mais barato, também vimos um FPS online de alta qualidade que sai ano que vem para Facebook, o “Ballistic” da Aquiris. E sem falar na quantidade crescente de games sendo lançados dublados em português ou com legendas, interface traduzida, transações financeiras em reais e com métodos de pagamento mais acessíveis e até mesmo servidores no país. Grandes exemplos disso nesse ano foram “Diablo III” e “League of Legends”. A tendência é cada vez vermos mais e mais lançamentos seguindo esses moldes. Vamos torcer para que os preços caiam.

E com isso chegamos ao final da retrospectiva de 2012. Algum game que ficou de fora que deveria ser comentado? E qual game marcou mais? Não deixe de postar nos comentários.

Retrospectiva 2012 no Tecnoblog: Apple | Banda larga e telefonia | Google | Jogos – Parte 1 e Parte 2 | Linux e software livre | Microsoft

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

texpine
Outra adição: Bike Race, um game bastante popular no iOS no mundo todo, também fo feito no Brasil por um estúdio de São Paulo chamado Top Free Games. https://itunes.apple.com/us/app/bike-race-free-by-top-free/id510461758?mt=8
texpine
Gostaria de acrescentar que no Brasil também foi feito dois games iOS que chegaram ao Top 10 Free na AppStore, de impacto internacional e com gráficos de alta qualidade: Blood & Glory Legend - https://itunes.apple.com/br/app/blood-glory-2-legend/id496748308?mt=8 Dragon Slayer - https://itunes.apple.com/us/app/dragon-slayer/id551279870?mt=8
Pierre Lehnen
Vende mais que o DS fat vendia. E os outros portáteis tiveram épocas diferentes. O 3DS vende mais do que o PS3 e o PS3 não tem "vendas decepcionantes". O 3DS vende mais que o xbox 360 e este não tem "vendas decepcionantes". Vende mais que o vita e... ok.
Bruno Cabral
Acabei de ler...
Gus Fune
Hackeável não quer dizer vendas. Pode significar mais gente jogando (agradeça a pirataria), mas não necessáriamente mais vendas (de games). De aparelhos, é complicado afirmar pois a maioria do público nem liga pra esses detalhes.
Gus Fune
Ta no texto de ontem, que fala dos fatos todos do Steam. Da uma olhada no link, no primeiro parágrafo do texto.
Orley Lima
Legend of Grimrock FTW!
Anderson Antonio Santos Costa
Se o 3DS fosse hackeado, as vendas dele explodiriam...nos mobile games, há o hackeamento fácil no Android...issu estimula as vendas de games nos SOs mobiles...
Bruno Cabral
E o Steam no Linux, nem um único comentário?? O.o
Gus Fune
Compara com os portáteis anteriores. E foi decepcionante pra Nintendo. Se vendesse que nem água, não tava caindo o preço.
Ezequiel Gervasio Gouveia
Só quero ver a lista de jogos para smartphnes de 2013,principalmente para Android
Pierre Lehnen
3DS com vendas decepcionantes? Ele é atualmente o videogame que mais vende, como isso pode ser chamado de decepcionante?
TaylerPadilha
Max Payne 3, mítico!