Início » Arquivos » Jogos » Retrospectiva de games, parte 1: melhores dos ano, revivals e o sucesso da Steam

Retrospectiva de games, parte 1: melhores dos ano, revivals e o sucesso da Steam

"Mass Effect 3", "Assassin's Creed 3", "World of Warcraft: Mists of Pandaria", "Counter-Strike: GO"... Ufa! Foram muitos lançamentos de jogos em 2012.

Avatar Por

Novamente mais um ano vai chegando ao fim. Acompanhamos por aqui uma série de novidades relacionadas a jogos. Pode ter certeza de que no próximo ano teremos ainda mais conteúdo de games! Agora nosso intrépido Gus Fune elenca o que aconteceu de mais importante nesse segmento. Acompanhe e divirta-se! (Thássius Veloso, Editor-executivo)

Três melhores

Tem 3 games neste ano que não podem deixar de ser mencionados. Todos muito esperados pelos seus fãs, com críticas positivas, mas também com algumas controvérsias fortes. Curiosamente, os três principais games do ano têm “três” no nome.

O ano começou com o grande desfecho de “Mass Effect“. Os fãs se revoltaram na rede com o final que era basicamente um script com pouco menos de seis finais diferentes ao invés de “milhares de possibilidades”, como prometido pela Bioware. Inclusive, boa parte das ações realizadas pelo jogador desde “Mass Effect 2” não pareciam contar muito para um final que não parecia construído para as escolhas. Mesmo assim, a Bioware saiu por cima ao lançar em junho um DLC gratuito com a versão extendida do final do game que agradou boa parte dos fãs.

Depois de adiar diversas vezes, a Blizzard finalmente terminou “Diablo III” e o lançou em maio. Logo no início os fãs ficaram enfurecidos por conta da política de DRM e anticheat da produtora (só é possível jogar conectado a Battle.net). Se sua conexão estiver lenta, mesmo que esteja jogando sozinho, vai ficar vagaroso e será uma experiência frustrante. Tirando isso, “Diablo III” foi o lançamento do ano que mais chamou atenção, com todo tipo de história curiosa de gente que matou trabalho, aula ou ainda tirou férias só pra tentar aproveitar o máximo do game logo depois do lançamento.

E teve “Assassin’s Creed 3”, outro lançamento gigantesco

Halo 4 (foto: Thássius Veloso / Tecnoblog)

A série “Halo” voltou e mesmo na mão de uma nova produtora os fãs acharam que não ficou nada a desejar. Para saber mais confira o review.

Alguns MMOs ainda persistem

Muitos especialistas têm dito que o modelo dos MMOs (jogos multiplayer massivos online) está desaparecendo. A cada ano menos e menos MMOs chegam ao mercado e poucos ainda persistem no modelo clássico de assinatura mensal inventado nos idos tempos do “Ultima Online”. No mês passado mesmo, um dos ícones da era do boom dos MMORPGs, “City of Heroes”, foi desligado depois de 8 anos no ar.

“World of Warcraft” (vídeo do cinematic em bom português acima) ganhou a expansão “Mists of Pandaria“, com uma nova raça (os Pandaren) e uma nova classe (o Monge).

Por sua vez, “Star Wars: The Old Republic” foi um que tentou seu lugar ao sol e em poucos meses chegou a quase 2 milhões de assinantes. Só que o sucesso não durou muito e a EA teve de mudar o modelo do jogo para free to play – jogar não custa, mas o gamer deve pagar por certos itens, missões e partes da narrativa. Também chegaram esse ano: “PlanetSide 2”, de tiro em primeira pessoa (FPS), e “Guild Wars 2”, a continuação do excelente MMORPG de 2005.

Revivals do ano

Nesse ano de encerramento do calendário maia também vimos alguns revivals de séries antigas. Foi bem menos do que o ano passado, mas algumas bem curiosas. “Syndicate” surge das cinzas, 16 anos desde seu último lançamento, migrando do gênero original de estratégia em tempo real (RTS) para tiro em primeira pessoa (FPS). A mudança causou reações variadas entre os fãs, várias muito positivas, outras bem negativas. Não é um jogo de tiro com muitas novidades se comparado ao “Deus EX: Human Revolution” (de 2011).

“Counter Strike: Global Offensive” foi outro revival depois de 8 anos de hiato na série. Também fizemos um review aqui no TB.

Geralmente mudanças em títulos conhecidos atraem a fúria dos fãs da série. Não foi o que aconteceu com “XCOM: Enemy Unknown“. Tanto os antigos jogadores como gamers que nunca tinha colocado as mãos no título de estratégia adoraram o lançamento. Esse novo título retoma um quê de ação em turnos que consagrou a franquia nos anos noventa e não deixa nada a desejar. Minha recomendação: quem gosta do gênero, fique longe! É extremamente viciante.

“Jagged Alliance: Back in Action ” reapareceu depois de 11 anos desde o último sinal de vida da série, cuja produtora faliu.

Não menos importante, foi o ano de "Far Cry 3"! Leia o review

Não menos importante, foi o ano de “Far Cry 3”! Leia o review. Ele vai te deixar sem vida social.

Steam maior e melhor

Se tem uma empresa que volta e meia roubou os holofotes esse ano foi a Valve. A Steam, sua plataforma de distribuição digital, começou a vender games em reais e com formas de pagamento mais fáceis para o público brasileiro, como boleto, débito em conta e PagSeguro. Também podem pagar com cartão de crédito desde que topem arcar também com 6% de IOF, imposto sobre operações de crédito e câmbio.

O que o consumidor brasileiro saiu ganhando nessa história foi na hora de converter. Um game do tipo “XCOM” que custa US$ 59,99, o que daria aproximadamente 126 reais é vendido direto em reais por R$ 74,99. E pelo visto os valores abaixo da cotação oficial devem ficar.

“Call of Duty: Black Ops 2.” Nada de importante a declarar, mas é importante citar

Neste ano a Steam também lançou o Big Picture, uma nova forma de utilizar a plataforma ligada na TV. Ao plugar seu PC ou Mac em qualquer televisão, a Steam adota uma interface como a de um console. Também vale lembrar dos rumores de um possível console da Valve, apelidado de Steam Box, ainda circula por ai, ainda mais depois de várias contratações de engenheiros por parte da empresa.

Há alguns meses a Valve lançou a Steam Greenlight, espécie de termômetro para a comunidade avaliar que games querem ver lançados digitalmente. Em poucos dias o serviço recebeu uma enxurrada de inscrições falsas e teve que mudar as regras. Meses depois, o Greenlight não engatou de vez, tendo até este momento apenas 12 games lançados e 32 selecionados para a próxima leva.

E pra fechar, não posso deixar de mencionar o lançamento da Steam para Linux.

Voltamos amanhã com a segunda parte desta retrospectiva de jogos. Até agora, gostando dos destaques elencados pelo Tecnoblog? Pense bem… Amanhã vamos te perguntar qual foi o seu jogo preferido neste ano que se encerra.

Retrospectiva 2012 no Tecnoblog: Apple | Banda larga e telefonia | Google | Jogos – Parte 1 e Parte 2 | Linux e software livre | Microsoft

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Felipe Fortes
Preferi o PS4.
Orley Lima
Corrigindo: na verdade ele não é F2P. Tem-se que pagar pelo jogo, mas ele não tem mais mensalidade.
Bruno Araújo
CS:GO está simplismente muito foda, pra quem curte fps. D:
Gus Fune
DOTA 2 não entra na lista pois não foi oficialmente lançado. Tem um beta que todo mundo tem acesso (principalmente fazendo a pré-compra), mas não chega a ser um lançamento propriamente dito. Preferi não incluir na lista por conta disso, até pq pode ser que o jogo mude até o lançamento.
Marco Frasson
DOTA 2
Gus Fune
Os indies entram na parte 2. Aguarde!
Gus Fune
É difícil citar todos os games, mas Darksiders é um que realmente me faltou agora no final. Prototype 2 preferi não incluir por conta de não ter jogado mesmo e nem ter achado muita relevância como lançamento comparado a todos os outros que sairam. Faltou citar também Torchlight 2, entrando na onda dos jogos com 2 depois.
Gus Fune
Bem lembrado. The Secret World foi bem falado esse ano. To ainda pra testar.
Felipe Rodrigues
Opa! Alto lá... Não falaram do Black Mesa?? O remake do jogo que revolucionou os FPS ?? (Precisava desabafar, sou um amante nato de HL. lol)
Denis Belo
Concordo que faltou citar o Darksiders 2, Prototype 2 eu não joguei ainda, então não posso dizer, mas me disseram que ficou fraquinho mesmo...
Thássius Veloso
Pessoal, o artigo original deveria incluir "Far Cry 3", mas por algum motivo desconhecido não entrou. Adicionei agora há pouco à nossa retrospectiva! =D
YanGM
Humble Bundle!!11
TaylerPadilha
Que seja. Crysis é tipo FarCry então: É VOCÊ CONTRA O RESTO DO MUNDO!!!! Louco demais. :O*
Turdin
Tipo Crysis não, tipo FarCry mesmo que veio antes do Crysis, e basicamente Crysis se baseou nele.
Turdin
Fala dos melhores jogos do ano e não fala de Far Cry 3? Vamos ver amanhã... Agora falando de gostos pessoais eu incluiria Darksiders 2 e Prototype 2, foram ótimos jogos ( apesar de o segundo ter ficado meio fraco ).
Exibir mais comentários