Início / Arquivos / Negócios /

Vivendi quer vender a GVT, mas já sabe o que fazer se não conseguir

Grupo francês abrirá ações na Bovespa

Thássius Veloso

Por

Notícia
Achados do TB Achados do TB

As melhores ofertas,
sem rabo preso 💰

Nessa semana a Telecom Italia, proprietária da TIM no país, avisou aos franceses do grupo Vivendi que não têm interesse em comprar a operadora brasileira GVT. Com isso, a Vivendi fica numa situação complicada. Quer vender a companhia nacional por 19 bilhões de reais. Caso não consiga, o plano B será abrir as ações da empresa na bolsa de valores (o chamado IPO na sigla em inglês).

Reportagem da Folha de São Paulo publicada nessa sexta-feira (30), assinada por Julio Wiziack, revela que a Vivendi atualmente avalia quatro propostas para comprar a GVT, das quais três são de fundos de investimento. Não há operadoras de telecom na disputa, portanto.

A Vivendi avalia que o no melhor cenário venderia a GVT para outra companhia, da mesma forma que pretende vender a Activision Blizzard e a operadora marroquina Maroc Telecom.

Alô? Eu gostaria de comprar ações da GVT, s'il vous plaît.

“Alô? Eu gostaria de comprar ações da GVT, s’il vous plaît.”

Caso não dê certo, partirão para a oferta da GVT na Bovespa. Três bancos internacionais foram contratados para estruturar o início da rubrica da GVT no mercado de ações. São eles o alemão Deutsche Bank, o suíço Credit Suiss e o Rothschid, também da suíça.

Ainda de acordo com o jornal paulista, as ações seriam negociadas na categoria de Novo Mercado da Bovespa. Nessa modalidade exige-se mais transparência e governança corporativa das empresas participantes.

GVT permanecerá à venda por algo em torno de 19 bilhões de reais até março do próximo ano. Se ninguém levar, será a vez de recorrer ao mercado de ações. O grupo Vivendi trabalha com a cifra de 20 bilhões de reais para o IPO da operadora.

Vale lembrar que a GVT existe desde 2000 e foi comprada pelos franceses em 2009. Espanhóis da Telefônica tinham interesse no negócio, mas a Vivendi foi mais rápida ao anunciar o acordo que ainda não tinha se concretizado. Resultado: pagaram R$ 150 milhões para a autoridade reguladora do mercado de capitais, a CVM.

Dito isso, deixo a pergunta para você, leitor do site que gosta de investir: compraria ações da GVT na bolsa?

Se você também pensa em abrir o capital da sua empresa, eis aqui um documento da BM&F Bovespa ensinando os procedimentos.

Procurada pelo Tecnoblog, a GVT não havia se manifestado sobre o assunto até a publicação deste texto. Duvido que vá.