Tem fogo?

Tem fogo?

Todo mundo já ouviu falar de um iPod que pegou fogo na calça de alguém. Eventos isolados, no entanto, podem ser bem mais do esporádicos. A emissora de televisão Kiro 7 levou sete meses para obter acesso a informações que provam que mais iPod têm pegado fogo do que você poderia imaginar.

Foi Amy Clancy, que tem o curioso título de “investigador do consumidor”, quem conseguiu documentos da Consumer Product Safety Comission (Comissão de Segurança de Produtos para o Consumidor, em tradução livre). São mais de 800 páginas relatando diversos problemas que os iPods sofreram. A espera pelos documentos foi de sete meses, desde que um pedido formal foi feito baseado na Lei de Liberdade de Informação norte-americana.

Os advogados da Apple bem que tentaram impedir, mas finalmente veio a público detalhes, por exemplo, de um iPod Shuffle incendiário que feriu uma menina de doze anos, em dezembro de 2007. A mãe da garota acredita que a Apple precisa fazer um recall em massa do gadget o quanto antes.

O primeiro relato de iPod pegando fogo aconteceu em 2005 na Pensilvânia, quando o fogo “causou estragos às residência e feriu um menor”. Dois anos depois, uma adolescente do Illinois acordou a tempo de ver fumaça e faíscas saírem de seu iPod Nano.

Registros federais detalham outro iPod que “pegou fogo em um navio com mais de duas mil pessoas a bordo”. Um perigo, sem sombra de dúvidas, mas felizmente até agora nenhuma vítima dos iPods flamejantes se feriu de forma mais grave ou morreu.

A principal causa desse tipo de problema é provavelmente a bateria de íon de lítio que os iPods utilizam. Em 2006 tanto Apple quanto Dell precisaram fazer um recall de milhões de baterias devido ao superaquecimento, que parece acometer também os tocadores de MP3 da maçã.

[KiroTV/Ars Technica/Imagem: re-ality]

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