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“Por que as operadoras não modificam mais o Android?” questiona co-criador do sistema

Lucas Braga

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Nada melhor do que ligar seu smartphone Android e se deparar com o papel de parede da operadora, ícones de serviços que você definitivamente não vai usar e aqueles aplicativos personalizados que acabam ocupando a memória do aparelho. Ok, talvez não. Mas Rich Miner, um dos cofundadores do Android, pensa que isso poderia ser feito com mais frequência por parte das operadoras.

Miner em conferência | Crédito: ComputerWorld

Durante a conferência Open Mobile Summit, que aconteceu há alguns dias na cidade de Londres, Miner afirmou que personalizar o sistema do celular é uma grande oportunidade que as operadoras deixaram de aproveitar melhor. Ele diz que “está um pouco curioso para saber por quê as operadoras não customizaram ainda mais” seus smartphones com Android.

Atualmente, diversas operadoras instalam aplicativos específicos, mas nada que o vá diferenciar muito em relação ao mesmo smartphone da operadora concorrente. No final das contas, comprar um Galaxy S III na Vivo ou na TIM não faz muita diferença, mas Miner acredita que esse é um mercado que as operadoras poderiam explorar e lucrar ainda mais.

Em janeiro desse ano, o chairman do Google Eric Schmidt defendeu na CES que o Android não sofre do fenômeno de fragmentação, e que se trata de um sistema que permita diferenciação. Faz sentido: eu conheço pessoas que deixaram de comprar um Motorola Xoom ou um iPad pela ausência do teclado Swype, presente no Galaxy Tab da Samsung. Acredito que a pressão das fabricantes também impeça que as operadoras personalizem ainda mais seus smartphones.

Eu mantenho minha opinião de que operadora não deve vender aparelho, e sim vender serviço. Quem deve cuidar das personalizações são as fabricantes. Ainda não conheço nenhum posto de gasolina que venda carros.

Com informações: BGR.