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Ligação entre Dilma e Lula caiu três vezes; adivinhe qual foi a operadora

Thássius Veloso

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Uma simples chamada telefônica entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter desencadeado uma crise nas telecomunicações, conforme o Tecnoblog adiantou na semana passada. A ligação caiu por três vezes antes que Dilma e Lula pudessem concluir o assunto e tocar as respectivas agendas. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que não sabia qual foi a operadora que perdeu as chamadas. Mas nós temos algumas suspeitas.

TB entrou em contato com a Presidência da República por meio da Lei de Acesso à Informação para questionar com que operadoras o Planalto mantém contrato. Essas são informações públicas – contribuintes bancam o serviço. E, de acordo com o Planalto, há duas operadoras que prestam serviço de telefonia fixa para a presidência: Oi e Telefônica. O atendimento do governo nos passou os números dos respectivos contratos: 51/2010 e 38/2010.

O Palácio do Planalto ainda esclareceu que as operadoras Nextel, TIM e Vivo fornecem serviço de telefonia móvel para o gabinete da presidente. Não nos responderam sobre quais eram as operadoras usadas especificamente pela presidente.

Dilma em solenidade (foto: Wilson Dias / ABr)

Dilma em solenidade

Agora entram os nossos comentários, elaborados por mim e pelo Lucas Braga: a menos que a Telefônica tenha montado uma infraestrutura específica para este fim em Brasília, o mais provável é que Dilma tenha telefonado para Lula de um número da Oi. Resta saber qual é a operadora contratada pelo ex-presidente. Lula estava no carro em São Paulo, o que configura interurbano.

Quaisquer que sejam as respostas para essa questão, o importante é que surtiu efeito. A Anatel coloca nessa semana, pelo prazo de dez dias, consulta pública para que chamadas sucessivas feitas para um mesmo número sejam consideradas, para fins de cobrança, como uma só. A agência pretende incluir intervalo máximo de 120 segundos entre os números tanto de origem como de destino.

Na semana passada apareceu um documento preliminar do escritório da Anatel em São Paulo em que constavam dados assegurando que a TIM derruba chamadas de propósito para forçar que os clientes paguem mais, uma vez que a operadora cobra por chamada feita no plano Infinity. A TIM nega que tenha tal prática.