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Aquela velha história de valorizar os seus dados na rede

Dropbox, Twitter, Facebook... Todos esses serviços têm preciosas informações fornecidas por você.

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A gente sabe que vive na Era Digital, na Era da Informação, dos 140 caracteres. Chame do jeito que quiser. Nossas informações pessoais trafegam pelos servidores de uma série de empresas sem que saibamos exatamente o que eles sabem sobre nós. E quem disse que isso importa? Continuamos alimentando o big brother digital por vontade própria. Queremos que essas informações circulem porque, dessa maneira, os serviços ficam mais espertos e com a nossa cara, com o nosso gosto.

Essa discussão sobre privacidade é sempre importante, embora nunca traga resultados práticos. Lembro quando entrevistei um professor especializado em direito digital sobre os termos de serviço de algumas nuvens oferecidas gratuitamente por grandes empresas. Parece que tem gente nem aí para essa questão. O importante é funcionar.

Eu penso diferente: embora não leia com a máxima atenção os acordos que precedem o uso de um serviço, para mim é importante saber que aquela empresa aparentemente inofensiva compara arquivos enviados por usuários e supostamente privados com outros no servidor para detectar duplicidades e até conteúdo pirata.

Recentemente comecei a me interessar mais pelas permissões que alguns aplicativos e sites pedem antes de acessar dados meus em redes sociais e afins. Virou moda. Em vez de criar uma conta do usuário, você simplesmente pede aquilo que o Facebook já sabe. Rápido e prático. Realmente é, mas não esqueça dos aplicativos que usamos por dez minutos e depois deixamos de lado. Provável que alguém continue acessando os dados cujo acesso você autorizou. Mesmo que você não saiba.

Tantas foram as vezes em que entrei no Twitter para revogar aplicativos que não uso mais. Sabe como é, nessa vida bandida de geek que trabalha em site de tecnologia testamos de tudo um pouco — mais do que a média dos internautas, aposto. Acabam ficando dezenas de apps conectados ao Twitter sem que a gente lembre da existência deles. E o mesmo para Facebook.

Ainda bem que tem desenvolver de olho nessa dinâmica de acessa o aplicativo — libera o acesso — esquece do aplicativo. Pipocou na minha tela há alguns dias um site com proposta tão simples que soa banal. Ele agrupa links que levam direto para as páginas de gerenciamento de permissões daqueles serviços fundamentais para a nossa vida. Ainda não acredito que deixei tantos apps e acessos passarem sem perceber.

Sério que eu tenho esse monte de tralha pendurado à minha conta do Google?

Sério que eu tenho esse monte de tralha pendurado à minha conta do Google?

Não uso minha conta do Flickr há séculos, mas algumas conexões que eu autorizei continuavam por lá. Mesma coisa para a Dropbox, outro serviço que uso muito pouco, por conta dos diversos apps de iPad que usavam essa nuvem antes de a Apple aparecer com o iCloud — para tristeza da Dropbox, imagino.

Recomendo que você faça o exercício de revisar as permissões que concedeu para serviços online. Pode ser que a sua privacidade esteja minando aos poucos graças a algo que você não observou. Depois não adianta culpar o Mark Zuckerberg ou o Larry Page quando começarem a postar coisas estranhas no seu perfil. Volto a dizer: é você o único responsável pelas tais permissões. Conceda-as com cautela.

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@vickmartz
achei irônico dar permissão a um site que scaneia minhas permissões :P muito boa a dica!
Turdin
Era uma piada. Acho.
@dbprs
Texto legal, mas se o lugar em que quer chegar é simplesmente apresentar um serviço, ele precisa de um título diferente. Este, junto com o início do texto, leva a entender que será feita uma reflexão sobre os riscos de expor dados na rede. IMO
Rafael Marcon
Vixe, tem até o tecnoblog na lista de permissões. Usem minhas informações com cautela, amigos!
Vivo Empresa
Exclente post. A guerra da informação, e quem possui mais dados leva. E o Google, está na frente, seguido de Facebook e Microsoft.
Felipe Issa
Eu dei essa permissão faz algum tempo, pra poder ver os contatos do chat do Facebook no msn e não tive nenhum problema até agora.
brazlocateli
Santo cristo, tenho muitos... Prefiro deixar eles roubarem meus dados, kkkkkk
Vinícius
Caramba ;o ... fiquei assustado com o tanto de coisas que meu twitter e facebook estavam cadastrados! Valeu pelas dicas Sr Thas!!
ricardo
Já não é mais necessário fazer cadastro em lugar nenhum se você for usuário do Google, Yahoo! ou Facebook, o que é muito prático. Porém, como tudo o que é bom, chega o momento de pisar no freio e repensar os riscos. Valeu pelas dicas.
@tiagohiroshi
Gostei do post sobre um serviço que ja uso a algum tempo. Na verdade eu tenho uma regra no ifttt que todo fim de mês me manda um e-mail para lembrar de verificar as permissões no http://mypermissions.org #ficadica
Rafaela - Tudo em Foco
É verdade, muitas vezes usamos uma série de recursos por poucas vezes e achamos que não faz diferença nenhuma deixar eles ali de lado. No entanto, são uma porta aberta para usos não autorizados. A questão da privacidade, como bem destacado no texto, é um assunto interessante e que deve ser comentado, mas isso não significa que ela voltará a existir como antigamente. Cada vez menos podemos contar com a privacidade. Por isso, cabe a cada um de nós cuidar dos dados pessoais para não acontecer nada de ruim.
@AntonioVeras
Realmente, tinha um monte de coisas lá que eu nem lembrava. Felizmente não era muita coisa porque eu evito ficar dando permissão para tudo. E no FB o pessoal até evita mandar para mim por saberem disso e se mandam eu xingo atá a décima reencarnação do dito.
Fabio
Caramba, levei um susto aqui agora de tantas permissões que já dei à minha conta do Google. Thássius, valew mesmo amigão!!!! Excelente dica
Edmilson
ótimo site, vou visitar la agora.
Pedro Paulo Carvalho
Está ai algo que eu analiso muito bem e com certa frequência, pois meus dados são de grande e fundamental importância, não quer liberar acesso a eles assim tão fácil. Ótimo conteúdo a ser abordado, pois muitas pessoas esquecem disso no dia-a-dia.
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