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Google cria cérebro artificial que aprende sozinho

Rede neural foi utilizada para melhorar o reconhecimento de imagens do buscador.

Paulo Higa

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O Google trabalha há anos para simular um cérebro humano, capaz de aprender por conta própria. Para fazer o projeto funcionar, a empresa construiu uma rede neural com 16 mil processadores e conectou o dispositivo à internet. Os primeiros resultados foram anunciados nesta semana: o cérebro agora possui a incrível capacidade de reconhecer rostos de gatos.

A invenção está sendo desenvolvida no Google X, laboratório secreto localizado em algum lugar da Baía de São Francisco, na Califórnia. É nesse local que são produzidos alguns dos produtos inovadores do Google, como os carros que dirigem sozinhos, os óculos de realidade aumentada e alguns outros projetos que ainda não foram divulgados publicamente.

Invenção do Google aprendeu a detectar gatos por conta própria.

Os 16 mil processadores foram interligados e começaram a analisar imagens derivadas de vídeos do YouTube. Após algum tempo, a rede neural foi capaz de reconhecer rostos de gatos, o que não é nada impressionante se não levássemos em conta que o cérebro artificial aprendeu isso sozinho. “Nós nunca dissemos durante o treinamento, ‘Isso é um gato’. Ele basicamente inventou o conceito de um gato”, afirmou o pesquisador Jeff Dean.

Para que o cérebro aprendesse o conceito de gato, os pesquisadores utilizaram 10 milhões de miniaturas de vídeos do YouTube. “Em vez de formar uma equipe de pesquisadores para descobrir como detectar detalhes da imagem, você pode simplesmente jogar uma tonelada de dados para o algoritmo analisá-los e então obter um software de reconhecimento feito automaticamente a partir desses dados”, explicou Andrew Ng, professor da Universidade de Stanford.

Uma das ideias por trás do projeto é mostrar que os algoritmos de aprendizagem das atuais máquinas podem melhorar muito se elas tiverem acesso a uma grande quantidade de dados, coisa que o Google tem de sobra. Os próprios cientistas declararam que o protótipo já saiu do laboratório secreto para melhorar o sistema de reconhecimento de voz e imagem do buscador.

Com informações: New York Times.