O crescimento do mercado de PCs está cada vez mais lento e as duas principais fabricantes de processadores para desktops parecem não estar dando a devida atenção para a plataforma ARM, presente em inúmeros smartphones e tablets. A AMD não quer perder mercado e adicionará nos seus processadores x86 uma unidade Cortex-A5 capaz de executar instruções ARM.

Mas não se empolgue muito. Você ainda não será capaz de rodar nativamente aplicativos feitos para dispositivos móveis ou fazer um dual boot entre Windows 8 e Windows RT. Inicialmente, o co-processador ARM servirá somente para oferecer uma solução de segurança via hardware chamada de TrustZone, semelhante à tecnologia Trusted Execution Technology, da Intel.

O TrustZone está presente em todos os processadores Cortex-A e, além de oferecer recursos de segurança para dispositivos móveis, também tem a função de garantir o uso legítimo de conteúdo protegido por direitos autorais. O Netflix, por exemplo, utiliza a tecnologia nos seus apps para fazer streaming de filmes e séries. Sem o TrustZone, a entrada da AMD no mercado de tablets seria mais difícil.

A AMD também anunciou nesta semana que adotará a Arquitetura de Sistemas Heterogênea, que segue o caminho oposto dos outros fabricantes de processadores. Em vez de aumentar o número de transistores e a capacidade de processamento bruto, a AMD aposta no paralelismo para criar processadores auxiliares e especializados em determinadas tarefas, como ocorre no mercado de placas de vídeo. O CUDA Nvidia (não seja malicioso), por exemplo, tira proveito da alta capacidade de processamento das GPUs para executar tarefas que demorariam muito mais em uma CPU.

Com informações: The Verge, Gizmodo Brasil, IDG Now! e Neowin.